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segunda-feira, 30 de março de 2015

SEMANA SANTA

A Semana Maior (ou Semana Santa) é, para os cristãos, um tempo oportuno de reafirmar, ao mesmo tempo em que acolher a vida plena proposta por Jesus (Jo 10,10). Constitui também um aprofundamento do tríplice aspecto que constitui centro da vida cristã: Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Através do mandamento do amor deixado pelo Mestre, compreendemos que o sofrimento experimentado individualmente e coletivamente (a compaixão), a morte diária das nossas próprias vontades, para bem melhor servir a Deus e aos irmãos, constitui o caminho para a experiência da Ressurreição.

Com o Domingo da Paixão, o qual no novo Missal Romano passou a ser chamado de Domingo de Ramos, em virtude da procissão que recorda a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, abre-se solenemente a Semana Santa. A finalidade desta celebração é a preparação para uma profunda vivência do Mistério Pascal. Nela já é proclamado o relato da Paixão de Cristo, conectando-nos com a Sexta-feira da Paixão.

A primeira metade da Semana Santa (segunda-feira, terça-feira e quarta-feira), não é marcada por nenhuma celebração especial. Neste dias, a Igreja aprofunda o mistério da Paixão do Senhor, convidando-nos a contemplação do Servo Sofredor, através de figuras eloquentes apresentadas por meio dos textos bíblicos na liturgia da missa. A Igreja prepara-se para o Tríduo Pascal.

Segundo a liturgia da Palavra de cada dia, estabelece-se o seguinte:
- Segunda feira: A unção de Betânia, onde Jesus anuncia a sua sepultura (Jo 12,1-11);
- Terça feira: O contexto da última ceia, onde se dá o anúncio da traição de Judas e da negação de Pedro (Jo 13,21-33.36-38);
- Quarta feira: Preparativos em vista da ceia pascal (Mt 26,14-25).

Quinta Feira Santa:
* Santa Missa Crismal (Santos Óleos) - fim da Semana Santa

Na Quinta-feira Santa, celebra-se em todas as dioceses a Santa Missa Crismal, ou Missa dos Santos Óleos. Esta celebração conta com a presença dos sacerdotes, os quais, na presença do Bispo, procedem a renovação das promessas sacerdotais. Nesta celebração, óleo de oliva, misturado com perfume (bálsamo), é consagrado pelo Bispo para ser usado nas celebrações do Batismo, da Crisma, da Unção dos Enfermos e da Ordenação.

Com a missa da Ceia do Senhor, inicia-se Tríduo pascal. Nesta celebração, revivemos a Última Ceia, sobretudo o sacrifício pascal, sobretudo a ideia de continuidade, quando Jesus manda os discípulos fazerem o mesmo gesto em sua memória. Esta celebração tem como centro a Instituição da Eucaristia e o gesto de amor e de humildade de Jesus lavar os pés dos discípulos.

Terminada a celebração da Missa da Ceia do Senhor, o altar é desnudado. A desnudação do altar é um rito prático, com a finalidade de tirar da igreja todas as manifestações de alegria e de festa, como manifestação de um grande e respeitoso silêncio pela paixão e morte de Jesus. As hóstias consagradas são transladadas para um lugar adequado, devidamente preparado e os fieis se colocam em atitude de adoração. Cada um se coloca num espírito de silêncio respeitoso, uma vez que a Igreja faz memória de Jesus que sofre a Paixão e sua morte de Jesus, por isso, despoja-se de tudo o que possa manifestar festa.

A Sexta-feira Santa não é dia de pranto e de luto, mas de silenciosa e amorosa contemplação do sacrifício cruento, com derramamento de sangue, de Jesus Cristo, fonte de nossa salvação. Nela a Igreja celebra a morte vitoriosa de Jesus Cristo sobre a morte. O elemento fundamental e universal da liturgia deste dia é a proclamação da Palavra de Deus, visto que a Igreja, por antiquíssima tradição, não celebra a Eucaristia neste dia. O rito da celebração da Paixão do Senhor é composto de três partes: a liturgia da Palavra, a adoração da Cruz e a comunhão eucarística.

O Sábado Santo é um dia de silêncio, aguarda-se a Ressurreição do Senhor. Durante o dia, não se realiza atividades paroquiais, nem se celebra a Eucaristia. Nesse dia, venera-se o repouso de Jesus no sepulcro, a sua descida aos infernos e o seu misterioso encontro com todos aqueles que esperavam que se abrissem as portas do Céu (cf. 1 Pd 3, 19-20; 4, 6). No Sábado Santo, a Igreja permanece ao lado do sepulcro do Senhor, meditando sua paixão, abstendo-se da Missa até a solene Vigília Pascal, ou espera noturna da ressurreição do Senhor Jesus Cristo.

A Vigília Pascal é uma das liturgias mais ricas em conteúdo e simbolismo que a Igreja celebra. O núcleo de todo o ano litúrgico, de que nasce qualquer outra celebração, é a Vigília Pascal, que culmina na oferta do sacrifício de Jesus Cristo no altar da Cruz. Segundo antiga tradição da Igreja, esta é uma noite de vigília em honra do Senhor (cf. Ex 12, 42). Os fiéis, como recomenda o Evangelho (cf. Lc 12, 35ss), devem esperar como os servos, com as lamparinas acesas, o retorno do Senhor, para quando Ele chegar os encontre em vigília e os convide a sentar-se à mesa.

Com o Domingo de Páscoa, termina o tríduo pascal. A partir dos séculos IV e V surgem os primeiros testemunhos da celebração eucarística do Domingo de Páscoa, ou Domingo da Ressurreição. A liturgia deste dia celebra o acontecimento pascal como dia de Cristo, o Senhor. A liturgia da Palavra contém o querigma pascal e a recordação dos compromissos da vida nova em Jesus ressuscitado, que acentuam o valor da celebração da Pascoa, que faz o fiel entrar, por sua participação, na condição de vida nova em Cristo.

Padre Cid Cruz

terça-feira, 4 de março de 2014

TRANSFORMADOS PELA EXPERIÊNCIA DO AMOR

Quero convidá-lo a sair do seu comodismo espiritual. Eu preciso convencê-lo de que Deus tem mais para você! Não podemos parar no que Deus já fez, temos que avançar no que Deus tem para fazer.

“Chegou, pois, a uma localidade da Samaria, chamada Sicar, junto das terras que Jacó dera a seu filho José. Ali havia o poço de Jacó. E Jesus, fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe Jesus: Dá-me de beber.” (João 4,5 – 7) 

A parte que mais me chama a atenção é que este Evangelho coloca um horário: meio-dia. Metade do dia, e esta pregação está no meio do Acampamento de Carnaval. Aí pergunto: O que ainda falta para Deus completar em sua vida, o que ainda lhe falta? 

Essa pregação fala sobre a exigência de Jesus com o amor. Hoje a cultura do amor é a cultura do prazer. As pessoas até pensam: “Amo porque Deus me dá algo em troca”. Se você continuar lendo o Evangelho, vai ver que Jesus pede a essa mulher que lhe dê de beber. Ele pede: "Dá-me de beber"; ela responde: "Como, sendo tu judeu pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?" (Jo 4, 9). Ela se colocou para baixo. Nós também somos assim, muitas vezes, vamos para o acampamento pensando: “Vou pedir, mas Deus não vai dar porque não mereço!” 

Mas Deus não é assim, Ele nos ama quando nós menos merecemos. Quando eu menos mereço é quando Deus mais me ama, quando Ele mais me acolhe. Deus sempre está nos amando. Você, uma vez alcançado pelo amor, já mudou alguma coisa aí dentro? Será que mudou tudo? 

Você já pegou o celular e ligou para aquela pessoa com quem você brigou? Será que você já se reconciliou consigo mesmo? Uma experiência real com Jesus muda nossa vida toda, é como uma bomba atômica que transforma todo nosso interior. E essa pregação é para você dar um passo a mais como aquela samaritana, que, depois do encontro com Jesus, saiu dizendo a todos que O havia encontrado. 

Muitas vezes encontramos Jesus e saímos como se não O tivéssemos encontrado. Cristão não é bobo, é inteligente, portanto, sabe amar, sabe acolher. Existem mulheres que rezam... rezam... o marido está trabalhando e, quando chega em casa, a mulher começa a reclamar: “Está faltando isso, está faltando aquilo...”. Ele chega em casa querendo ouvir uma palavra de amor e não tem. Existem pessoas que não se encontraram com Jesus Cristo e fazem da vida dos outros um inferno.

Jesus Cristo não teve medo de olhar nos olhos daquela mulher e pedir: “Dá-me de beber”. Por que existem muitos homens vendo pornografia? Porque existem muitas esposas que não têm coragem de olhar nos olhos do seu marido e fazê-lo o homem mais feliz do mundo! Da mesma, muitas mulheres têm se entregado ao adultério porque seu marido não tem a coragem de olhar nos olhos dela e fazê-la a mulher mais feliz do mundo. 

O Papa Francisco tem nos ensinado não com palavras, mas com gestos que o amor muda a história. Há uma foto circulando na internet do Papa beijando um rapaz com o rosto cheio de verrugas. O Santo Padre não quis chamar a atenção para si, mas quis que você olhasse para sua casa e visse que lá tem alguém precisando de um beijo "nas feridas". 

Queremos que nossa família se converta, mas não agimos. A pregação precisa vir para a vida. Muitas vezes, saímos daqui cheios de promessas, e elas podem não se cumprir em um dia, um mês... Mas se o Senhor prometeu, Ele vai cumprir! Não assumimos a nossa fraqueza e fazemos de Deus a "Superliga". O Senhor está escondido no sofrimento, Ele está aí! 

Como o Papa Francisco diz: “Amar aquele que não merece!”. É a esses que não merecem que Jesus Cristo pede que você anuncie o Evangelho. Você não deve ficar com raiva no seu coração, com raiva do seu pai, da sua mãe, do seu esposo, esposa. Se você se encontrou com Jesus Cristo, você precisa olhar para as pessoas e dar outra resposta. Para quem você precisa ligar? Deixe seu orgulho e vá ao encontro do outro. Se você sair daqui e não mudar, de nada valeu ter participado desse acampamento! Enquanto você está aqui, o Espírito Santo vai mudando a sua mente e agindo no seu coração. 

Muitas vezes, parece que os sonhos não vão ser realizados, parece que Deus não vai cumprir o que prometeu. A espera dói, mas Deus vai cumprir as promessas d'Ele. Nossos sonhos podem ser maus, mas os de Deus são sempre bons! 

Podemos ter todos os bens materiais, mas se não tivermos Deus vai nos faltar tudo. Qual o sonho que você traz no coração? 

Como dizia o padre Léo: “O sonho de um cristão precisa se transformar num projeto de Deus, assim se torna uma realidade”. Você não pode deixar de sonhar. 

Transcrição e adaptação: Rogéria Nair

FONTE:  http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

SÃO JOSÉ, OPERÁRIO DA IGREJA E FAMÍLIA


Dos poucos versículos que a bíblia discorre sobre São José destacam-se duas características essenciais a um chefe de família: ser justo (Mt 1,19) e ser carpinteiro (Mt 13,55).

Ser justo implica em ser exato, em ser nem mais nem menos, sem faltar e sem sobrar, implica em ser ideal, característica fundamental dos homens que trazem no peito uma marca: a fidelidade a Deus. São José foi o santo varão que trouxe impresso em suas ações a obediência a Deus em todas as áreas de sua vida. Era assim que conduzia sua família. Era um homem de oração que semeava esse fervor naqueles que estavam por perto, por isso o Senhor colocou seu olhar sobre José e percebeu que ele era ideal para cuidar e educar a humanidade de Jesus.
A carpintaria era a profissão de José, era dali que ela provia o necessário para Maria, sua esposa, e o menino Jesus. Sua família era sustentada à custa das “marteladas” de José, que incansavelmente labutava dia-a-dia para isso. O trabalho santifica o homem! José sabia que essa poderia ser a grande e, talvez, única contribuição que ele daria ao Filho de Deus, por isso investiu em seu ser trabalhador. Penso que o maior orgulho que um pai possa ter é ver impresso na vida de seu filho as características de sua própria vida, é ouvir das outras pessoas algo do tipo: “- Nossa, saiu igualzinho ao pai!” José alcançou isso. Jesus foi chamado de carpinteiro por aqueles que O ouviram na sinagoga de Nazaré no dia de sábado (Mc 6,3). O Senhor sabia que o ser trabalhador de José era necessário para a formação de Jesus, por isso o escolheu.

A Igreja entendeu que essas duas características juntas faziam de São José um homem piedoso e responsável, um homem que trabalhava constantemente para cumprir a missão que Deus tinha lhe confiado de guardar a Sagrada Família e por isso confiou a ele outra missão: ser Patrono da Igreja, guardar a Barca de Pedro.

Nós também podemos no valer do auxílio desse Santo, seja aprendendo a caminhar na via da oração e do trabalho como confiando à sua proteção nossas missões. De modo muito particular ressalto que nós pais, chefes de família devemos ser muito próximos de São José consagrando nossa masculinidade e nossa paternidade a ele, também pedindo sua intercessão para que tenhamos em nossas vidas as suas virtudes e qualidades. Não percamos tempo em consagrar nossas famílias a São José pois ele continua trabalhando por nós e pela Igreja.

São José, Valei-nos!


Paulo Henrique Crippa

Missionário da Comunidade Canção Nova
 

domingo, 13 de janeiro de 2013

COMO VOCÊ VIVE O SEU BATISMO?

O ato de retirar as sandálias era uma função dos escravos da casa de um nobre, para após isso lavar os pés e ungi-los com óleo para que se reidratassem da caminhada no clima árido do deserto. Portanto, era uma posição de máxima subserviência ao amo. Observe-se que “desamarrar” era o mais simples ato deste costume comum à época, que implicava em curvar-se para tanto, um sinal que no contexto espiritual significa “reverenciar a Deus”.
 
Por saber que o seu poder vem de Deus, João Batista submete-se a autoridade d´Ele pois sabia que ele somente prenunciava O mais poderoso que haveria de vir [Jesus], colocando-se numa posição de máxima subserviência, como os escravos que lavavam e hidratavam os pés do amo e seus convidados.
 
Mesmo com esse poder, João Batista sabia que por mais que o batismo nas águas significasse que o interior do ser havia se conscientizado do pecado e do amor de Deus em implantar seu Reino entre os arrependidos, esse batismo não era suficiente para fazer o homem a mudar seu instinto natural ao pecado, necessitando da intervenção divina na vida do ser, o que só se realizaria no batismo com o Espírito Santo que só Jesus pode promover.
 
Para que essa possibilidade se tornasse realidade, Jesus cumpriu o rito do batismo do arrependimento, mesmo sendo Ele um Rabi, que quer dizer Mestre. Esse batismo do arrependimento de Jesus foi também Seu batismo no Espírito Santo, uma vez que o Espírito Santo desceu como uma pomba sobre Ele. E uma voz se fez ouvir: “Tu és o meu Filho querido e me dás muita alegria”.
 
Esse objetivo divino – fazer com que Seu Espírito faça habitação em todos os que se arrependem – é cumprido em Cristo em seu batismo no Rio Jordão. E o júbilo do Pai em ver esse objetivo cumprido em Jesus é traduzido por seu inesperado rompante declarando Sua alegria em ver Seu Filho amado cumprindo Sua vontade. O Espírito Santo é Deus nos guiando em toda a verdade, fazendo florescer os dons – em especial o do amor – e dando-nos a capacitação para mudarmos nossa mentalidade corrompida, frutificando em obras e vida plena.
 
Como você vive o seu batismo? Quero recordá-lo que o nosso batismo é um compromisso de seguimento a Jesus, na transformação deste mundo pelo amor de Deus, incutido em nosso coração por Jesus, hoje batizado no Jordão por João Batista.
 
Padre Bantu Mendonça
 
FONTE: Site da Canção Nova

domingo, 16 de dezembro de 2012

TERCEIRO DOMINGO DO ADVENTO

Na terceira vela temos
a esperança a crepitar.
Nossa fé se reanima:
é Jesus quem vai chegar.

No Advento a tua vinda nós queremos preparar.
Vem, Senhor, que é teu Natal, vem nascer em nosso lar.
 
 
FONTE: facebook
 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

TEMOS CONSCIÊNCIA DO VALOR DA MISSA PELOS FIÉIS DEFUNTOS?

Nós não podemos nos esquecer dos mortos, porque são eles que vivem verdadeiramente. Fazemos memória dos mortos, porque com eles estabelecemos uma comunhão única, somente possível pelo mistério da Graça e só vivencial no amor que Deus nos tem, porque Ele é Deus dos vivos e dos mortos.
 
A celebração da Santa Missa pelos defuntos não é moda de agora. (Infeliz) Moda de agora é ignorar o valor da Santa Missa pelos defuntos. Tal desconhecimento deve-se à vontade de ignorar o acontecimento sempre trágico e traumático que é a morte. Perante ela nasce mais depressa a revolta (— Porque é que Deus não fez nada?) e a incompreensão (— Se alguém devia morrer não era ele!), que a serenidade e a esperança no Senhor.
 
É fé da Igreja que a Missa se oferece pelo perdão dos pecados (e outras necessidades) dos fiéis vivos, mas também pelos defuntos.
 
A memória dos defuntos é hoje um dos centros psicológicos da Missa, e é consensual e até necessário mencionar publicamente os seus nomes. Na verdade, a morte possibilita que nos abramos completamente Àquele que nos fez viver na terra; e tanto assim que, quer os vivos quer os mortos, comungam o mesmo mistério da Graça: a incorporação em Cristo, no Corpo Místico de Cristo! É por isso que, vivos e mortos, verdadeiramente nos encontramos na Eucaristia.
 
Excetuando a memória terna que deles fazemos na oração da Igreja, é bem sabido que a nossa época se esforça por esquecer publicamente a agonia e a morte. É assunto por demais desagradável e inibidor para os de hoje. Será porque nos recorda os nossos limites? Será porque um dia nos tocará? Será porque nos disseram que seríamos “quase deuses intocáveis” e, afinal, pereceremos como os outros? Será que a morte para além da separação parece uma derrota? Será porque na morte não vimos um sinal da presença do amor de Deus? Será por isto, será por aquilo ou por tudo?
 
É porém verdade, que aquilo que nos afasta da comunhão espiritual dos mortos nos afasta também da poderosa força da mensagem cristã da ressurreição. Quem perde uma, perde a outra também.
 
A fé cristã exprime-se na comunhão do cristão com Deus, na comunhão dos crentes entre si e também na comunhão dos vivos com os mortos. Entre os fiéis vivos e os fiéis defuntos existe uma solidariedade de que ambos beneficiam.
 
A comunhão com Deus — como Deus dos vivos! — é tanto mais expressiva quanto mais os mortos significam para nós, através da comunhão dos santos que professamos quando rezamos o Credo.
 
Por sua vez, quando rezamos: “Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno entre os esplendores da luz perpétua; que descansem em paz. Amém”, estamos a rezar aquela mesma palavra de amor, que os nossos irmãos mortos pronunciam sobre nós desde a plenitude de Deus, e que é: “Depois das lutas da vida, dai, Senhor, a estes irmãos [isto é, a nós que ainda vivemos na Terra] a quem, como nunca, amamos no Vosso amor, o descanso eterno e que a Vossa luz igualmente brilhe sobre eles”.
 
Essa é a comunhão plena dos santos, aquela que ansiamos, que professamos e que já vivemos, embora a partir da perspectiva da fé, não do amor pleno e definitivo.
 
A Eucaristia é memorial da Paixão e Morte de Jesus. Essa é a razão pela qual ela é o lugar onde melhor podemos recordar os mortos. Ali recordamos a morte do Rei da vida e professamos a Sua ressurreição. Por isso, a recordação da morte dos nossos defuntos é também a da sua ressurreição. Não é humano não fazer memória dos mortos.
 
Celebremos, pois, a Eucaristia, com a certeza de que nela se reatualiza a Nova Aliança. De que por ela nos aproximamos confiadamente de Deus, de que nela fundamentamos a nossa existência, lhe conferimos densidade e renovamos a comunhão com Deus e os irmãos, isto é, retomamos o projeto inicial de amor no qual Deus nos criou.
 
Padre Bantu Mendonça

FONTE: Blog Canção Nova

sábado, 6 de outubro de 2012

OUTUBRO, MÊS DO ROSÁRIO

Outubro é o mês de Nossa Senhora Aparecida, é, ao mesmo tempo, mês de Nossa Senhora do Rosário, bem como é o mês de Nossa Senhora Mãe Rainha. Outubro é, como maio, um mês de Maria, ela que é a aurora da salvação, ela que é a missionária por excelência, ela que, com toda a disponibilidade, nos trouxe o Filho de Deus, o nosso Salvador.

Em suas diversas aparições a pessoas de fé, no decorrer da história do mundo, Maria sempre nos alertou e alerta sobre as misérias mundanas que podemos evitar, sanar, combater. E um pedido constante dessa nossa mãe celeste é a oração.

O rosário é uma oração popular e, justamente por ser popular, é agradável a Deus e, como Maria é nossa medianeira, a oração do rosário, com piedade, com fé, é uma alavanca que conseguirá levantar o mundo, libertando-o de tanta miséria e violência.

Peçamos a Maria, Mãe Imaculada, em qualquer das denominações que o povo devoto lhe atribui, que nos ajude a ser missionários da Palavra de seu Filho Jesus. Que sejamos fiéis a nossa fé. E que, através da reza diária do Terço, saibamos fortalecer a nossa fé a cada dia. Que ela acampe os anjos ao redor das crianças, protegendo-as e dê sabedoria aos pais e professores, para que possam lhes ministrar uma boa educação.
 
FONTE: Site Catequisar

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A MISSÃO É MAIS FORTE DO QUE O MEDO

Lucas narra que Jesus envia um novo grupo: o dos 72 discípulos. Eles são enviados “na frente” do Senhor, como precursores, como preparadores da chegada do Reino de Deus. O número 72 é simbólico e indica a universalidade da missão: o número 72 é múltiplo de 12 para representar a totalidade do povo de Deus.

A missão, portanto, não é uma tarefa somente de alguns, do grupo dos Doze, mas uma obra também dos leigos, ou seja, de todos os cristãos. Assim, a missão é universal desde a sua origem e compreende todos. O texto especifica que Jesus envia “dois a dois”, pois o anúncio do Evangelho não é uma tarefa pessoal, mas de uma comunidade. O fato de serem enviados “dois a dois” também quer mostrar a credibilidade do testemunho, além do fato do encorajamento que um pode dar ao outro no caso de desânimo diante das dificuldades.

Jesus, depois de ter falado em semente e em arado, fala agora de colheita. Esta última, por sua vez, é imensa. Mas os trabalhadores disponíveis são poucos. Ontem e hoje vivemos a mesma situação. É um trabalho gigantesco e nunca haverá trabalhadores suficientes; só o Pai pode chamá-los e enviá-los. Assim, é necessário rezar a Ele, pedindo que chame mais pessoas. É justamente por causa da extensão da missão que Jesus chama mais este grupo de ajudantes e, mesmo assim, são poucos diante da imensidão da missão que Ele tem pela frente e da qual nos torna participantes.

Jesus faz o envio: “Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos”. É a imagem clássica da fraqueza diante da violência. A missão é uma obra difícil e perigosa. Aqueles que Ele enviou devem cumprir fielmente o seu trabalho, mas não devem exigir demasiado de si mesmos nem entrar em pânico diante da grandeza da missão. Devem, sim, ter consciência que não será uma tarefa fácil e que nem sempre serão recebidos “de braços abertos”. Devem fazer sua parte com competência e perseverança, pois, em último caso, a responsabilidade é de Deus; e Ele não deixará cair em ruínas a sua messe, mandando trabalhadores necessários para isto.

A mensagem a ser levada é o dom da paz – no sentido mais completo – às pessoas e às famílias e, sobretudo, a mensagem de que “o Reino de Deus está próximo de vós”. O Reino de Deus é, antes de tudo, uma pessoa: Jesus. Quem O acolhe encontra a vida, a alegria e a missão de anunciá-Lo.

O gesto de “bater, sacudir a poeira dos pés”, era um gesto simbólico dos israelitas que, ao ingressar de novo no próprio país, depois de terem estado em território pagão, não queriam ter nada em comum com o modo de vida deles. Libertar-se da poeira que se grudou aos pés enquanto estavam em território pagão significava ruptura total com aquele sistema de vida. Fazendo isso, os discípulos transferem toda a responsabilidade pela rejeição da Palavra àqueles que os acolheram mal e rejeitaram o anúncio do Evangelho. E a paz oferecida não se perde, mas volta a quem oferece.

O estilo da missão de Jesus e dos discípulos é o oposto daquele dos poderosos que o mundo de hoje idolatra. Não se baseia sobre a vontade de dominar, a arrogância ou a ambição, mas sobre a proposta humilde, respeitosa, atenta aos mais fracos, oferecida na gratuidade, sem buscar outras recompensas. O Evangelho de Jesus é uma mensagem de vida verdadeira para quem confia somente em Deus, que é Pai e também Mãe: “como uma mãe que acaricia o filho, assim eu vos consolarei” e em Cristo crucificado e ressuscitado.

Os 72 discípulos tinham uma tarefa nova e difícil. Mas estes voltam para Jesus muito contentes porque ficaram impressionados pelos prodígios que puderam ver. Jesus freia um pouco esta alegria e diz: “antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”.

Como podemos nós, discípulos de Jesus, seguir nossa missão em meio aos lobos do tempo atual? A missão é mais forte do que o medo. Às vezes, somos tomados por pensamentos negativos, tipo: “O que vão pensar?” ou “O que vão dizer?”. É humano sentir medo, mas a missão deve superar os nossos temores. Nenhum profissional tem medo de falar de sua profissão. Então, por que deveríamos nós, cristãos, ter medo de falar de Cristo, da Sua Pessoa, da Sua verdade, da Sua vida, do Seu amor, do Seu mistério?

A fé e a missão começam no coração e devem terminar nos lábios e nas ações. Não podemos deixar que o receio atrapalhe a nossa missão cristã.

Pai, que a perspectiva de dificuldades a serem encontradas no apostolado não me faça recuar da missão de preparar o mundo para acolher Seu Filho Jesus.

Padre Bantu Mendonça

FONTE: http://blog.cancaonova.com/homilia/2012/10/04/a-missao-e-mais-forte-do-que-o-medo-2/

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

SEM FANTASIAS. AUTENTICIDADE É FUNDAMENTAL NA VIDA DE QUEM SEGUE A CRISTO

Cleópatra, Colombina, Pierrô. Durante o carnaval, não importa a fantasia, o que vale mesmo é aproveitar os dias da folia para se divertir e, por alguns instantes, viver papéis diferentes. Uma brincadeira que dura poucas horas, mas que pode gerar inúmeros problemas quando o dono ou a dona da fantasia não consegue compreender a diferença entre ser e representar, transformando a vida numa verdadeira peça teatral.

Falar sempre a verdade, apesar de parecer tão simples, nem sempre é fácil, principalmente quando interesses pessoais são colocados em jogo. Não é raro encontrar quem use máscaras para sair bem de uma situação, para não desagradar e ser aceito pelos outros. Entretanto, na convivência diária nada fica oculto e, aos poucos, as máscaras começam a cair. Para o cristão, independente da situação, ser autêntico é um princípio fundamental na vida de quem decide se colocar à disposição para seguir a Cristo.

De acordo com o padre Domingos Sávio, que também é psicólogo e atual pároco de São José Operário, em Pernambués, apesar de saber das dificuldades que enfrenta e que poderá enfrentar ao longo da vida, o cristão deve ser firme na sua caminhada. “Jesus nos fala de autenticidade e nos mostra a direção certa. Porém, tem gente que tem dificuldade em assumir algumas coisas, não porque quer, mas porque não consegue encarnar os valores do evangelho. Temos que lembrar que cada um é responsável pelas escolhas que faz ao longo da vida”, afirma.

FONTE: Site da Arquidiocese de São Salvador

domingo, 8 de janeiro de 2012

CRISTO, LUZ PARA AS NAÇÕES E PARA O INTERIOR DE CADA HOMEM

Hoje celebramos a Epifania do Senhor. Para nós, cristãos, a Solenidade da Epifania representa a assunção humana de Jesus Cristo, quando o filho do Criador dá-se a conhecer ao Mundo. Na narração bíblica, Jesus deu-se a conhecer a diferentes pessoas e em diferentes momentos, porém, o mundo cristão celebra como epifanias três eventos: a Epifania propriamente dita perante os Magos do Oriente (como está relatado em Mateus 2, 1-12); a Epifania a João Batista no rio Jordão e a Epifania a Seus discípulos e início de Sua vida pública com o milagre de Caná quando começa o Seu ministério.

No sentido literário, a “epifania” é um momento privilegiado de revelação, quando acontece um evento ou incidente que “ilumina” a vida da personagem.

O “Dia de Reis”, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de uns “magos” que, segundo o hagiológio, foram três Reis Magos.

A data marca, para nós católicos, o dia para a adoração dos Reis, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Belchior, Gaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se os festejos natalinos – sendo o dia em que são desarmados os presépios e, por conseguinte, são retirados todos os enfeites natalinos.

O tema da luz domina as solenidades do Natal e da Epifania, que antigamente – e ainda hoje no Oriente – estavam unidas numa só grande “festa das luzes”. No sugestivo clima da Noite Santa apareceu a luz. Nasceu Cristo “luz dos povos”. É Ele o “sol que surge do alto (cf. Lc, 1,78). Sol vindo ao mundo para dissipar as trevas do mal e inundá-lo com o esplendor do amor divino. Escreve o evangelista João: “O Verbo era a luz verdadeira que, vindo ao mundo, a todo o homem ilumina” (1, 9).

“Deus é luz”, recorda sempre São João, sintetizando não uma teoria gnóstica, mas “a mensagem que recebemos dele” (1 Jo 1, 5), isto é, de Jesus. No Evangelho, ele lembra de novo a expressão recolhida dos lábios do Mestre: “Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8, 12).

Encarnando, o Filho de Deus manifestou-se como luz. Luz não só para o exterior, na história do mundo, mas também para o interior do homem, na sua história pessoal. Fez-se um de nós dando sentido e valor renovado à nossa existência terrena. Deste modo, no pleno respeito pela liberdade humana, Cristo tornou-se ” lux mundi” (a luz do mundo). Luz que brilha nas trevas (cf. Jo 1, 5).

Hoje, na solenidade da “Epifania”, que significa “Manifestação”, volta com vigor o tema da luz. Hoje, o Messias, que em Belém se manifestou a humildes pastores da região, continua a revelar-se luz dos povos de todos os tempos e de todos os lugares. Para os Magos, vindos do Oriente para O adorar, a luz do “rei dos judeus que acaba de nascer” (Mt 2, 2) assume a forma de um astro celeste, muito brilhante, a ponto de atrair o seu olhar e os guiar até Jerusalém. Põe-nos, assim, nas pegadas das antigas profecias messiânicas: “Uma estrela sai de Jacó e um cetro flamejante surge do seio de Israel…” (Nm 24, 17).

Como é sugestivo o símbolo da estrela que se repete em toda a iconografia do Natal e Epifania!

Ainda hoje, evoca profundos sentimentos, mesmo se, como tantos outros sinais do sagrado, corre o risco de se tornar banalizada pelo uso consumista que dela é feito. Todavia, recolocada no seu contexto original, a estrela que contemplamos no presépio fala ao espírito e ao coração do homem do terceiro milênio.

Fala ao homem secularizado, despertando nele a nostalgia da sua condição de viandante à procura da verdade e desejoso do absoluto. A própria etimologia do verbo “desejar” evoca a experiência dos navegantes, que se orientam durante a noite observando os astros, que em latim se chamam “sidera”.

Quem não sente a necessidade de uma “estrela” que o guie no seu caminho sobre a terra? Sentem esta necessidade tanto os indivíduos como as nações. Para vir ao encontro deste desejo de salvação universal, o Senhor escolheu para si um povo, que fosse estrela orientadora para “todas as famílias da terra” (Gn 12, 3). Com a Encarnação de Seu Filho, Deus alargou, depois, a eleição a todos os outros povos, sem distinção de raça e cultura. Assim nasceu a Igreja, formada por homens e mulheres que, “unidos em Cristo, são dirigidos pelo Espírito Santo na sua peregrinação para o Reino do Pai e receberam uma mensagem de salvação, que devem comunicar a todos” (Gs 1).

Ressoa, portanto, para toda a comunidade eclesial o oráculo do profeta Isaías, que escutamos na primeira leitura: “Levanta-te e resplandece, chegou a tua luz; a glória do Senhor levanta-se sobre ti!… As nações caminharão à tua luz, os reis, ao resplendor da tua aurora” (Is 60, 1.3).

Acolhendo Jesus, nossa Luz, sejamos como estrelas que O apontem para a humanidade ou levem a humanidade até Ele, para que O conheça e O adore, e O tenha como a Luz de sua vida. O ouro aponta Jesus como o Rei universal; o incenso, como Deus. Mas é Rei e Deus pelo amor e serviço sem reservas nem medidas, até o extremo da morte, lembrada pela mirra.

Padre Bantu Mendonça

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A UMA SÓ VOZ: MÚSICAS DEVEM SERVIR À LITURGIA

“Eu acho que a música litúrgica deve tornar a celebração agradável e possibilitar uma calmaria durante aquele momento de encontro com o Deus vivo. Uma vez eu fui a uma missa tão barulhenta que fiquei logo com dor de cabeça. Até bateria eles usaram. Ouvindo tanto barulho não dá para perceber que Deus está tentando se comunicar conosco”, afirma a professora Maria da Glória Rocha enquanto recorda uma das frases proferidas por Santo Agostinho: “Se queres saber o que cremos, vem ouvir o que cantamos”.

Apesar da quantidade de músicas religiosas, saber discernir sobre os cantos que devem ser utilizados na missa não é uma tarefa tão fácil como parece. Para ser considerada litúrgica a música deve servir à liturgia, respeitando os tempos e os momentos da celebração, a exemplo dos ritos iniciais, aclamação ao Evangelho, ofertório, comunhão e canto final. De acordo com a Constituição sobre a Sagrada Liturgia, aprovada no Concílio Vaticano II, realizado em 1963, “a música sacra será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada à ação litúrgica, quer exprimindo mais suavemente a oração, quer favorecendo a unanimidade, quer, enfim, dando maior solenidade aos ritos sagrados”.

Com a consciência de que numa celebração eucarística o centro é o próprio Jesus Cristo, o gestor de eventos e vocalista da banda católica Alto Louvor, Itamar Santos, foi surpreendido ao participar da missa em uma das paróquias de Salvador. “O Ministério de Música me reconheceu e acabou incluindo uma das músicas da nossa banda. Fiquei completamente sem graça porque as nossas músicas são inadequadas para as missas, já que cantamos em ritmo de pagode”, conta.

Membro do Grupo de Música da Paróquia São João Evangelista, em Mussurunga, Marta Orrico, acredita que os cânticos litúrgicos devem fazer memória e expressar o mistério de Deus. “Os cantos sempre devem possibilitar uma aproximação com Deus. Eles devem ser escolhidos e estar de acordo com o que está sendo celebrado. Na comunhão, por exemplo, deve-se escolher uma música que fale da eucaristia, do Corpo e do Sangue de Cristo”, afirma. Para ela é importante que os músicos se preparem e conheçam as orientações da Igreja sobre os cantos que devem ou não ser utilizados nas missas.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

SACERDÓCIO E EUCARISTIA NASCEM NO CORAÇÃO DE JESUS

Qual a origem do Sacerdócio e da Eucaristia? Pensando neste mistério de vocação que é o sacerdócio, imediatamente penso no para que essa vocação foi feita. O sacerdócio foi feito para a Eucaristia, o padre existe para a Eucaristia e ambos foram criados para a salvação do povo.

Hoje é um dia duplamente feliz, pois Jesus com o coração mais generoso que a face da terra já viu, nos deu dois grandes presentes. Na última ceia, antecipando a Sua doação total, mesmo diante da traição e do Mistério de dor que teria que passar para salvar o mundo das trevas do pecado e da morte, entrega aos discípulos o Sacramento do Amor: A Eucaristia. “A Santíssima Eucaristia é a doação que Jesus Cristo faz de si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem. Neste Sacramento admirável, manifesta-se o amor maior: o amor que leva a dar a vida pelos irmãos.” Papa Bento XVI.

O Sacerdócio e a Eucaristia nascem do mesmo lugar, das fontes misericordiosas do Coração de Jesus.

Neste mesmo dia o Mestre “divide” o seu Sacerdócio com os Apóstolos e faz deles ministros do Sacramento do Amor, ministros do Perdão, ministros da misericórdia. O vínculo intrínseco entre a Eucaristia e o Sacramento da Ordem deduz-se das próprias palavras de Jesus no Cenáculo: “Fazei isto em memória de mim” Lucas 22,19. Nós sacerdotes usamos as mesmas palavras de Jesus quando instituiu O Mistério de Amor, porque somos os primeiros a estar no lugar de Cristo Jesus para a Salvação do mundo, portanto, o Sacerdócio é um movimento Divino do Amor de Deus Pai que continua agindo em sua Igreja em todo Tempo e o tempo todo. Onde existe um Sacerdote, há a possibilidade do Amor e da misericórdia de Deus se manifestarem pelo homem.

Falando um pouco de mim, o lema do meu Sacerdócio é: “Tudo posso naquele que me dá força” Filipenses 4,13. A força do meu sacerdócio não vem de mim mesmo, mas a força do sacerdote vem da fonte pela qual ele oferece todos os dias torrentes de “Água Viva” ao povo fiel e sedento desse Amor que é Jesus. Eu busco A Força para exercer minha vida como ministro desse Sacramento nas Palavras que eu dirijo todos os dias ao Pai: “Tomai e comei, isto é o meu corpo; Tomai e bebei isto é o meu sangue, sangue da nova e eterna Aliança, para a remissão dos pecados, fazei isto em memória de mim!” As mesmas Palavras de Cristo são fonte de vida, de salvação em primeiro lugar para mim, alimento substancioso para a minha intimidade com o Senhor e para servir ao povo de Deus, que procura no sacerdote não ele mesmo, mas Jesus Cristo o seu Salvador. O Papa João Paulo II disse para os Sacerdotes em sua última e tradicional carta na Quinta-feira Santa de 2005: “O povo tem o direito de ver Jesus Cristo na pessoa do sacerdote”.

Essas palavras do Santo Padre ficaram gravadas em minha alma como uma missão, apesar de ser pecador e cheio de limitações como todo homem, eu não sou um homem comum, eu sou ministro do Sacramento do Amor e da misericórdia. Cristo hoje na Última Ceia depôs do manto, sinal de sua dignidade de Senhor, de Rei, para servir aos discípulos, para lavar os seus pés, esse gesto de humildade revela o caminho que o discípulo deve seguir; Imitar o Mestre: “Compreendeis o que acabo de fazer? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais à mesma coisa que eu fiz”. “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei” (cf. Jo 13, 1-15). Aos sacerdotes hoje, felicidades, força e que eles saibam não estão sozinhos, pois disse o Senhor: “Eu estarei convosco todos os dias, até o final dos tempos!”.

Ultimamente estamos sendo atingidos por tantas noticias através da mídia em relação aos sacerdotes, notícias que podem até em parte ser verdadeiras, mas notícias que generalizam demais e nós esquecemos da riqueza que é essa vocação e de dizer quanto bem faz um sacerdote em nosso meio e em meio a nossas comunidades. Por isso, meus irmãos rezemos por esses homens que deixam a sua família para servir o povo de Deus e faz do povo de Deus a sua família e se salva junto com eles.

Oração: Jesus sumo e eterno sacerdote, daí-me a graça como padre de viver como o Senhor viveu e ser para o Teu povo sinal vivo de tua misericórdia. Maria mãe dos sacerdotes quero sempre estar sobre os teus cuidados na proteção do teu manto de mãe, pois sou o teu filho predileto. Quero estar imerso nestes dois mistérios pelo qual eu fui feito. O mistério do Sacerdócio e Eucaristia para que eu seja ponte para os meus irmãos do Amor misericordioso de Deus. Daí-me a graça da fidelidade de Cristo.

Como você tem vivido a Semana Santa? Clique em comentários e deixe seu recado e pedidos de orações.

Eu sou feliz e realizado em minha vocação como sacerdote.

Minha benção sacerdotal+

Padre Luizinho, Com. Canção Nova.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

CASAIS EM SEGUNDA UNIÃO

Imagem de Destaque
Não devem se afastar da Igreja nem devem ser discriminados

São muitos os casais hoje em segunda união; pessoas que foram casadas uma primeira vez na Igreja, se separaram e se uniram a outra pessoa apenas no civil. A orientação mais clara que a Igreja nos oferece sobre a situação dos casais de segunda união está na Exortação Apostólica "Familiaris Consortio" (Sobre a Família) do Papa João Paulo II, escrita após o Sínodo da Família, realizado em 1980; e também no Catecismo da Igreja Católica (CIC § 1652).

Antes de tudo a Igreja deseja e espera que, uma vez separados, os casais possam um dia se reconciliar. A Instituição criada por Cristo lembra que a separação física não extingue o vínculo matrimonial, por isso, os separados não podem se unir em nova união, a menos que o primeiro casamento tenha sido declarado nulo pelo competente Tribunal Eclesiástico do Matrimônio. Após um processo canônico o referido Tribunal pode chegar à conclusão de que determinado matrimônio foi inválido, de acordo com as normas do Código de Direito Canônico (cânones 1055 a 1124). Há cerca de 20 casos que podem levar o Tribunal a declarar a nulidade de um matrimônio, são falhas no consentimento matrimonial, impedimentos dirimentes ou falta de forma canônica.

A Igreja lembra que a pessoa que se separou – se não teve culpa na separação – pode continuar a receber os sacramentos da Confissão e da Eucaristia, caso se mantenha numa vida de castidade. Sobre os divorciados que contraíram nova união, o Papa João Paulo II afirmou, baseando-se nas conclusões do Sínodo da Família:

"A Igreja, contudo, reafirma a sua práxis, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir à comunhão eucarística os divorciados que contraíram nova união. Não podem ser admitidos, do momento em que o seu estado e condições de vida contradizem objetivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja, significada e atuada na Eucaristia. Há, além disso, um outro peculiar motivo pastoral: se se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio" ("Familiaris Consortio", 84).

Os casais de segunda união poderão receber os Sacramentos no caso de viverem como irmãos, sem vida sexual, como explica o saudoso Pontífice:

"A reconciliação pelo sacramento da penitência - que abriria o caminho ao sacramento eucarístico - pode ser concedida só àqueles que, arrependidos de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo, estão sinceramente dispostos a uma forma de vida não mais em contradição com a indissolubilidade do matrimônio. Isso tem como consequência, concretamente, que quando o homem e a mulher, por motivos sérios - quais, por exemplo, a educação dos filhos - não se podem separar, «assumem a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos atos próprios dos cônjuges»" (idem).

E o mesmo Papa diz que não se pode fazer qualquer tipo de celebração em uma segunda união:

"Igualmente o respeito devido quer ao sacramento do matrimônio quer aos próprios cônjuges e aos seus familiares, quer ainda à comunidade dos fiéis proíbe os pastores, por qualquer motivo ou pretexto mesmo pastoral, de fazer em favor dos divorciados que contraem uma nova união cerimônias de qualquer gênero. Estas dariam a impressão de celebração de novas núpcias sacramentais válidas, e consequentemente induziriam em erro sobre a indissolubilidade do matrimônio contraído validamente" (idem).

O Catecismo da Igreja Católica lembra que os casais em segunda união não devem se afastar da Igreja nem devem ser discriminados; no entanto, não devem exercer certas atividades eclesiais. (CIC § 1652); portanto, devem servir no anonimato, sem se exporem, para que não sejam criticados.


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Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor:www.cleofas.com.br 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

QUANTO MAIS EU ORAR, MELHOR

Vida no Espírito é vida de oração. É o que Nossa Senhora nos diz, insistindo em nossos ouvidos como mãe. Começou há muito tempo, em La Salete, em Lourdes, em Fátima, e agora em suas aparições em Medjugorje. É a mãe insistindo para que oremos. A situação do mundo e a da Igreja exige muita oração.


O grande derramamento do Espírito Santo, esse grande sopro do Espírito Santo, na Igreja e no mundo, só pode germinar, florescer e frutificar se houver calor, isto é, o calor da oração. Diga a si mesmo: 



Quanto mais eu orar, melhor: nunca será demais. Eu preciso fazer da minha vida uma oração. Eu preciso de momentos fortes de oração, para que toda a minha vida se torne oração. É a minha necessidade.



Deus abençoe você!



Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

PROXIMIDADE DO NATAL

Dom Paulo Mendes Peixoto

Conforme as normas litúrgicas, damos passos na preparação para o Natal. Vão sendo acesas velas representando Cristo, que nasce como luz do mundo, abrindo possibilidade para que todas as pessoas consigam enxergar a vida com mais significado e valor.

O Natal é a festa da transformação dos corações e das atitudes de vida. É momento de alegria, de confirmar a esperança em um mundo melhor, que acontece na confiança e na ação do Menino Jesus. É Nele que se desenvolve a profundidade do ser humano.

O nascimento acontece num lugar deserto, sem casa e sem condições humanas para tal realidade. Isto significa que o deserto é um lugar de encontro conosco mesmo, de espiritualidade mais profunda, despida de todo tipo de exaltação.

A busca do absoluto acontece e amadurece no silêncio e na solidão. O deserto é lugar de escuta, de observação, de confronto e de tomada de decisão a partir de dentro de nós mesmos. É o encontro com Deus.

O mundo é cheio de ruído, de barulho, impedindo nossa capacidade de escuta e de entendimento. Celebramos o Natal com festas, mas como resultado de um caminho de preparação interior próprio do Advento.

O clima é de espera, aguardando o tempo de Deus, como o agricultor que espera a chuva e o germinar da semente para produzir frutos. Isto deixa a sensação de esperança, de louvor e muito ânimo, sabendo que Deus não falha em seu agir.

Na proximidade do Natal percorremos um caminho de preparação. É hora de acertar a estrada, de superar as barreiras, tirar as lombadas, encher os vales, dando espaço na vida para o nascimento do esperado.

Não podemos nos satisfazer com angústias, dificuldades e medo. Convivemos com os sinais de Deus nos acontecimentos da nova cultura. Mesmo no reino da injustiça e da violência, há possibilidade de vida alegre e feliz.

Os apelos para uma vida materialista são grandes. Corremos o risco de perder o caminho da fidelidade aos princípios e valores cristãos. O Natal nos dá firmeza e decisão por aquilo que nos leva ao caminho da vida.

sábado, 27 de novembro de 2010

COM MARIA E JOSÉ PREPAREMOS O NASCIMENTO DO SALVADOR

Dom Canísio Klaus

No domingo, 28 de novembro, iniciamos nossa caminhada para o Natal. Fazemos isso com o casal José e Maria, escolhido por Deus para dar entrada no mundo ao nosso Salvador, Jesus de Nazaré. Assim como Maria, queremos dizer: “Eis aqui a serva do Senhor” (Lc 1,38) e, a exemplo de José, queremos fazer o que o anjo do Senhor nos propõe: levar Maria para casa e esperar que se completem os dias da sua gravidez (Mt 1,24), sabendo que aquilo que está por se realizar é obra do Espírito Santo.

O tempo de caminhada para o Natal leva o nome de “advento”. É tempo de alegre e piedosa expectativa, no qual recordamos a primeira vinda de Jesus e ficamos no aguardo da sua segunda vinda no fim dos tempos.

Na sociedade consumista em que estamos imersos, este tempo, infelizmente, foi esvaziado do seu sentido teológico e espiritual. Não há mais clima para curtir a espera, uma vez que, desde o final de novembro as ruas se enfeitam com motivos natalinos. As rádios passam a tocar músicas próprias do tempo do Natal e o comércio exibe figuras do Papai Noel. Desde cedo são exibidos presépios em lugares públicos. As pessoas são incitadas a comprarem presentes para dar aos seus amigos, e o ruído das festas de final de ano impede a concentração. Em vez de tempo de espera, o período do Advento passou a ser um tempo de consumo.

Remando contra a correnteza, a Igreja convida as pessoas à oração e reflexão. Convida as pessoas a participarem das celebrações dos quatro finais de semana do Advento. Motiva a reunião dos grupos de família para rezar, meditar e celebrar a misericórdia de Deus através do sacramento da penitência.

A Diocese de Santa Cruz do Sul preparou um roteiro para ajudar os grupos a melhor viverem este período. No roteiro se faz um convite a que:

1. Fiquemos vigilantes e não sucumbamos às tentações do mundo que tendem a nos afastar de Deus e nos levar pelo caminho dos vícios, da droga e do consumismo.
2. Estejamos preparados para correr ao encontro do Filho de Deus que vem para nos salvar.
3. Acreditemos em dias melhores, empenhando nossas energias para erradicar o sofrimento e propiciar a chegada de “um novo céu e uma nova terra” (Ap 21).
4. Afirmemos a força da vida em uma sociedade onde o meio ambiente é agredido, a biodiversidade combatida, o aborto promovido e os idosos abandonados.
5. Perdoemos o próximo e confiemos na misericórdia de Deus.

Inspirados no casal Maria e José, preparemos os lares dos nossos corações para acolhermos o menino Deus na aurora do 25 de dezembro.

Um bom Advento para todos!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

COMEMORAÇÃO DOS FIÉIS DEFUNTOS

Neste dia ressoa em toda a Igreja o conselho de São Paulo para as primeiras comunidades cristãs: "Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais como os outros que não tem esperança" ( 1 Tes 4, 13). 

Sendo assim, hoje não é dia de tristezas e lamúrias, e sim de transformar nossas saudades, e até as lágrimas, em forças de intercessão pelos fiéis que, se estiverem no Purgatório, contam com nossas orações.

O convite à oração feito por nossa Mãe Igreja fundamenta-se na realidade da "comunhão dos santos", onde pela solidariedade espiritual dos que estão inseridos no Corpo Místico, pelo Sacramento do Batismo, são oferecidas preces, sacrificios e Missas pelas almas do Purgatório. No Oriente, a Igreja Bizantina fixou um sábado especial para orações pelos defuntos, enquanto no Ocidente as orações pelos defuntos eram quase geral nos mosteiros do século VII; sendo que a partir do Abade de Cluny, Santo Odilon, aos poucos o costume se espalhou para o Cristianismo, até ser tornado oficial e universal para a Igreja, através do Papa Bento XV em 1915, pois visava os mortos da guerra, doentes e pobres.

A Palavra do Senhor confirma esta Tradição pois "santo e piedoso o seu pensamento; e foi essa a razão por que mandou que se celebrasse pelos mortos um sacrifício expiatório, para que fossem absolvidos de seu pecado" (2 Mc 2, 45). Assim é salutar lembrarmos neste dia, que "a Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados" (Catecismo da Igreja Católica). 

Portanto, a alma que morreu na graça e na amizade de Deus, porém necessitando de purificação, assemelha-se a um aventureiro caminhando num deserto sob um sol escaldante, onde o calor é sufocante, com pouca água; porém enxerga para além do deserto, a montanha onde se encontra o tesouro, a montanha onde sopram brisas frescas e onde poderá descansar eternamente; ou seja, "o Céu não tem portas" (Santa Catarina de Gênova), mas sim uma providencial 'ante-sala'. 

"Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno. Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem! Amém!"

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

2º TURNO PARA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA É CONFIRMADO PELO TSE


Da Redação, com TSE


O Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, anunciou, em entrevista coletiva realizada na noite deste domingo, 3, que a eleição para presidente da República será decidida apenas em segundo turno, que acontece no próximo dia 31 de outubro.

Com mais de 99% das urnas apuradas até as 23h35 horas do domingo, Dilma estava com 46,84% dos votos válidos, e José Serra com 32,64%.

O presidente aproveitou para fazer uma balanço geral das eleições, que segundo ele aconteceram em clima de normalidade.

domingo, 3 de outubro de 2010

A FÉ E O VOTO SÃO ATITUDES PESSOAIS

Podemos colaborar na construção de um país melhor


Imagem de DestaqueNeste dia o Brasil todo se movimenta, principalmente porque aqui o voto é obrigatório, para eleger os nossos novos representantes, no Estado e no País. O voto deve tornar a Nação mais conforme com a vontade do Senhor, mais justa e fraterna. Por isso ele [voto] deve ser mais ético. Mas o que entendemos com isso? Ele deve expressar, de forma esclarecida e consciente, a nossa cidadania, superando os desencantos com a política, elegendo pessoas comprometidas com o respeito à vida, à família e à dignidade humana.

Podemos colaborar na construção de um país melhor, mais coerente na administração de sua riqueza e de seus bens. Por isso é importante ir às urnas e votar com liberdade, como expressão de fé e cidadania, sabendo do resultado de tudo isso.

A escolha de bons candidatos é como a escolha do bem ou do mal. Isso significa que o voto tem uma dimensão de fé e de presença de Deus. O que está em jogo é a preocupação com o ser humano. Assim, não podemos dar crédito a pessoas hostis à dignidade das pessoas.

A hora é de colocar a confiança no Senhor e agir com a força da fé. Muitos eleitos têm sido pessoas inúteis e até perniciosas para o Brasil. Agem com atitudes farisaicas, com aparência de ovelhas, mas com prática de lobos ferozes. Quem não tem o coração disponível para Deus e para os princípios de Sua Palavra, não é apto para representar autenticamente a população. Os objetivos dessas pessoas, com facilidade, se tornam reducionistas, servindo a si mesmas e aos grupos de interesse delas.

A fé e o voto são atitudes pessoais, com postura de liberdade. Aí se fundamentam os parâmetros da vida cristã e cidadã. É preciso votar, então, com fé, sabendo que este é o caminho da autoridade credenciada e confirmada por Deus.

Não podemos abandonar nossas raízes cristãs nas horas decisivas da vida. O Altíssimo está sempre presente se estamos também com Ele. É a fé que nos dá lucidez, olhos abertos, confiança e comprometimento com as necessidades do nosso povo.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto