domingo, 4 de setembro de 2011

QUE TAL COMEÇAR TUDO PELA PALAVRA DE DEUS?

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A Palavra de Deus rege todas as coisas


Jesus é o motivo de todas as coisas existirem. “Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito” (Jo 1, 3). Cristo é o Senhor, e tudo Lhe está submetido, tanto o mundo material quanto o angélico, "para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos" (Fl 2, 10), também toda matéria e forma, viva ou inanimada, estão sob Seu olhar. 

“Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas” (Hb 4, 12-13). Jesus veio revelar também ser Ele o Verbo Encarnado do Pai, a Palavra criadora (cf. Jo 1, 14). Palavra que quis se colocar em meio a nós, perpassando e agindo em nossas realidades: “a palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão” (Is 55, 11).

A Palavra de Deus rege todas as coisas. Se, então, a Palavra pode trazer essa eficácia, por que nos privamos de nos orientar por ela quando vamos empreender algo?

Queira ser um agente que propaga a Sagrada Escritura. A força e a sabedoria ali contidas provêm da boca do Senhor e não de nós. Deus não a deixará cair no descrédito. É do interesse divino que a Bíblia transmita Seus efeitos onde quer que ela seja colocada em prática e proferida, ainda que seja por nosso intermédio, servos fracos e sujeitos ao pecado.

Podemos contar sempre com os efeitos da vontade de Jesus em nossas iniciativas. Leve sempre a Bíblia aonde você for.

Comece tudo o que for fazer com a oração de um trecho bíblico, como um salmo por exemplo. Ao acordar, antes de pegar o trânsito, antes de iniciar um trabalho ou ministério, leia um versículo, busque uma passagem relacionada com a situação que você está vivendo. Com certeza, Deus lhe falará, pois Ele quer participar de sua vida. Destaque textos da Sagrada Escritura e os cole em lugares por onde for passar, na cabeceira da cama, no interior do carro, na porta da geladeira, nos cadernos e nos aparelhos de seu trabalho. Se, por vezes, enfeitamos nossos pertences com diversos dizeres, frases de efeito, figurinhas e personagens, por que não fixar também neles um versículo bíblico? Aproveite para lê-los e rezar todas as vezes em que visualizá-los.

Não se trata de separar textos que mais nos agradam e vivê-los isoladamente. Queira, com essa prática, aprender a amar a Palavra de Deus para ser Evangelho vivo, comungando-O na sua totalidade. Essa sugestão é uma maneira de memorizar trechos ou inspirar-se num lema para vida ou tempo presente.

Viver conforme a Palavra de Deus configura-nos segundo a Pessoa de Jesus, Verbo Eterno, de forma a permitirmos que Sua voz tenha poder sobre todo o nosso ser: "Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração" (Hb 4, 12). Assim, também será com nossas ações e sobre o que elas desencadeiam, suas consequências e resultados.

Estas passarão a ter eficiência, tal como o coração de Deus quer imprimir nas situações em que colocamos a Palavra de Deus em prática, segundo os desígnios divinos e não somente para o alcance que imaginamos num primeiro momento.

Todas as realidades contidas na Pessoa da Palavra serão favoráveis em nossa vida, mesmo quando não entendermos o porquê de um fato acontecer daquela maneira. No final, testemunharemos que tudo concorrerá para um bem maior, pois o Altíssimo quer sempre o melhor para nós, como afirma a Bíblia: "Tudo contribui para o bem dos que amam a Deus" (Rm 8, 28).

Começar pela Palavra também é colocar Jesus em primeiro lugar.

"Antes de qualquer tarefa, vem a palavra verdadeira" (Eclo 37, 20).

Deus o abençoe!

Sandro Aparecido Arquejada-Missionário Canção Nova
blog.cancaonova.com/sandro - sandroarq@geracaophn.com

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

PASTORAL CATEQUÉTICA PROMOVE ENCONTRO SOBRE O LIVRO DO ÊXODO

A Arquidiocese de Salvador, através da Pastoral Catequética, vai promover o encontro Livro do Êxodo: retrato da nossa fé, dúvidas e possibilidades. O evento acontece no dia 4 de setembro, das 8h às 18h, no auditório do Colégio Sacramentinas, no Garcia e terá como conferencista o bispo auxiliar de Salvador, Dom Gregório Paixão. As inscrições custam R$15 e podem ser realizadas nas livrarias Paulinas, Paulus, Ave Maria, Vozes e Setor de Catequese, localizado na Cúria Bom Pastor – Garcia. Catequistas que apresentarem a carteirinha pagarão o valor de R$10. Informações pelo telefone (71) 4009-6628.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

SETEMBRO - MÊS DA BÍBLIA


Por: Dom Fernando Mason 
Bispo Diocesano de Piracicaba

Embora alguém tenha decretado o fim dos "meses temáticos", eles continuam tão enraizados na prática da comunidade católica que setembro sempre será o "Mês da Bíblia". Há quem à Bíblia dedica uma praça, lhe faz um monumento, a usa como um talismã protetor do lar... Nós lhe dedicamos, de uma forma mais direta, um mês: de estudo, de reflexão, de oração, de ação... Quanto já se estudou, se refletiu, se orou a Bíblia durante o mês de setembro!

A Bíblia, a Palavra de Deus escrita, sempre foi a alma da Igreja Católica. Por isso, desde o segundo século, a Igreja já então chamada "católica" para diferenciar-se dos grupos sectários gnósticos, assumiu a "lista" (cânon, livros canônicos) dos textos sagrados do Antigo Testamento (conforme a tradução do hebraico para o grego, chamada "dos Setenta", tradução em uso entre os cristãos daquele tempo); e sentiu a necessidade de criar a lista dos novos textos sagrados (o Novo Testamento), surgidos a partir do testemunho dos apóstolos sobre Jesus.

Estes textos, transmitidos de comunidade em comunidade, foram sendo reconhecidos por toda a Igreja como autênticos e sagrados, tanto que no fim do segundo século já havia unanimidade nas comunidades acerca dos textos que compunham o Novo Testamento. Por mil e trezentos anos nunca ninguém colocou em dúvida o cânon, isto é, a lista dos textos que compunham a Bíblia; somente Martinho Lutero achou por bem recusar os textos (que depois foram chamados "deuterocanônicos") que estavam na tradução chamada "dos Setenta", mas não no cânon hebraico, assumido por ele.

Ao longo de dois mil anos, com as variantes ligadas às diversas culturas e vicissitudes, a Igreja estudou a Bíblia com intensidade e amor, guiada pela inspiração do Espírito Santo; e a estuda ainda agora, ao ser ela, a Igreja, "rede lançada" nas águas profundas do novo milênio. A Igreja terá força de futuro, isto é, capacidade de fermentação do nosso tempo, na medida em que souber, sempre de novo e com intensidade, voltar à sua fonte originária de inspiração: a Sagrada Escritura.

Um dos pontos que caracterizam a escuta "católica" da palavra de Deus é a consciência de que a Bíblia é um "todo" de revelação; a Igreja tem consciência que fixar-se, unilateralmente, neste ou naquele trecho, separando-o do todo, antes de ser iluminação é surdez e cegueira, causas de tantos equívocos e interpretações pretextuosas, de ontem e de hoje, ainda que televisionadas e proferidas por autodenominados bispos, apóstolos e missionários!

Ao vivermos os primeiros anos do novo milênio, ao enfrentarmos as águas deste mar, ao assumirmos o desafio de irmos em profundidade no nosso sermos pessoa, comunidade eclesial e sociedade, queremos fazê-lo a partir do dom inestimável da Palavra de Deus, viva entre nós.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A UMA SÓ VOZ: MÚSICAS DEVEM SERVIR À LITURGIA

“Eu acho que a música litúrgica deve tornar a celebração agradável e possibilitar uma calmaria durante aquele momento de encontro com o Deus vivo. Uma vez eu fui a uma missa tão barulhenta que fiquei logo com dor de cabeça. Até bateria eles usaram. Ouvindo tanto barulho não dá para perceber que Deus está tentando se comunicar conosco”, afirma a professora Maria da Glória Rocha enquanto recorda uma das frases proferidas por Santo Agostinho: “Se queres saber o que cremos, vem ouvir o que cantamos”.

Apesar da quantidade de músicas religiosas, saber discernir sobre os cantos que devem ser utilizados na missa não é uma tarefa tão fácil como parece. Para ser considerada litúrgica a música deve servir à liturgia, respeitando os tempos e os momentos da celebração, a exemplo dos ritos iniciais, aclamação ao Evangelho, ofertório, comunhão e canto final. De acordo com a Constituição sobre a Sagrada Liturgia, aprovada no Concílio Vaticano II, realizado em 1963, “a música sacra será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada à ação litúrgica, quer exprimindo mais suavemente a oração, quer favorecendo a unanimidade, quer, enfim, dando maior solenidade aos ritos sagrados”.

Com a consciência de que numa celebração eucarística o centro é o próprio Jesus Cristo, o gestor de eventos e vocalista da banda católica Alto Louvor, Itamar Santos, foi surpreendido ao participar da missa em uma das paróquias de Salvador. “O Ministério de Música me reconheceu e acabou incluindo uma das músicas da nossa banda. Fiquei completamente sem graça porque as nossas músicas são inadequadas para as missas, já que cantamos em ritmo de pagode”, conta.

Membro do Grupo de Música da Paróquia São João Evangelista, em Mussurunga, Marta Orrico, acredita que os cânticos litúrgicos devem fazer memória e expressar o mistério de Deus. “Os cantos sempre devem possibilitar uma aproximação com Deus. Eles devem ser escolhidos e estar de acordo com o que está sendo celebrado. Na comunhão, por exemplo, deve-se escolher uma música que fale da eucaristia, do Corpo e do Sangue de Cristo”, afirma. Para ela é importante que os músicos se preparem e conheçam as orientações da Igreja sobre os cantos que devem ou não ser utilizados nas missas.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

ARQUIDIOCESE DE SALVADOR REALIZA 17º GRITO DOS EXCLUÍDOS

Com o lema Pela vida, grita a Terra. Por direitos, todos nós!, a 17ª edição do Grito dos Excluídos tem como principal objetivo chamar a atenção da sociedade para as diferentes formas de exclusão social, além da violência e das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). A iniciativa, que acontece de 1º a 6 de setembro, prevê uma série de eventos e mobilizações, a exemplo de atos públicos, celebrações especiais, seminários, cursos de reflexão, teatro, música e acampamentos. É importante ressaltar que a manifestação será encerrada durante o desfile do dia 7 de setembro, quando dezenas de pessoas se unem para protestar e propor novos rumos.

De acordo com o vice-presidente da Ação Social Arquidiocesana (ASA), padre José Carlos Santos Silva, o Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo e aberta a grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. “O Grito é um espaço de participação livre e popular em que os próprios excluídos, junto com os movimentos e entidades que os defendem, trazem à luz o protesto oculto nos esconderijos da sociedade e, ao mesmo tempo, o anseio por mudanças”, afirma.

Criado pelo Setor Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com a finalidade de dar continuidade à Campanha da Fraternidade de 1995, cujo tema era Fraternidade e Excluídos, o Grito conta com diversos parceiros ligados ou não à Igreja Católica, na tentativa de transformar uma participação passiva em uma cidadania consciente. “O tema deste ano é um clamor que brota do coração de milhares de homens e mulheres que são vítimas da contradição evidente entre a compulsão do crescimento econômico e o consumo; das diferenças socioeconômicas; das crises agudas relacionadas ao empobrecimento dos ecossistemas, à vida e ao direito do ser humano. Outro fator é a ligação com a Campanha da Fraternidade, que trata, neste ano, do meio ambiente”, assevera o padre José Carlos.

Para a relações públicas Naira Libânia, todas as formas de manifestação são importantes, desde que busquem o objetivo proposto. “Eu nunca participei do Grito dos Excluídos, mas eu acho que a sociedade deve sempre reivindicar seus direitos e oferecer novas propostas”, diz. Já para o operador de áudio Anderson Oliveira, o encerramento no dia 7 de setembro possibilita uma reflexão acerca dos problemas enfrentados pelos brasileiros. “A data é propícia porque muitas pessoas vão às ruas para ver o desfile em comemoração à Independência do Brasil, o que possibilita que os problemas sociais ganhem visibilidade. É importante esta iniciativa da Igreja porque a sociedade não costuma se organizar para fazer esse tipo de manifestação”, afirma.