sexta-feira, 8 de março de 2013

O PAPA QUE O MUNDO MODERNO QUER

Por Daniel Machado
Produtor do Destrave
 
Quem será o novo Papa?
Esta é uma pergunta que o mundo tem feito desde que Bento XVI anunciou, no dia 12 de fevereiro, que renunciaria ao ministério petrino. As manchetes sobre o que estaria por detrás de tal atitude do Pontífice logo se espalharam pelo mundo numa espécie de trama conspiratória digna de produções hollywoodianas, daquelas que até as obras fictícias de Dan Brown ficariam no ‘chinelo’.
 
A meu ver, só existe uma coisa mais ridícula do que as manchetes dos jornais a respeito do que acontece, atualmente, na Igreja: são as opiniões de jornalistas e até teólogos (quem diria!) sobre como ‘deve ser’ o próximo Papa e a ‘Igreja do futuro’.
 
Segundo esses caros “especialistas”, a Igreja perde fiéis e agoniza, porque não avança na mesma velocidade do mundo moderno; parou no tempo ao sustentar a família tradicional, é retrógrada ao defender a vida desde a sua concepção até o seu declínio natural, torna-se medieval quando ainda critica a manipulação genética como as pesquisas com células troncos embrionárias, etc.
 
Para esses “magos” da prestidigitação moderna, o próximo Papa – para ‘salvar’ a Igreja – deve ser um progressista, aberto ao mundo moderno, que saiba dar um ‘like’ para o casamento homossexual, um ‘joinha’ para a distribuição de preservativos. Um Pontífice que aprove o divórcio, que ordene as mulheres e acabe de vez com essa coisa de celibato.
 
Cada vez que leio um artigo desses modernistas de plantão sobre como dever ser o próximo Papa, pergunto-me: “eles querem um Papa ou um anticristo?”
 
Não! O próximo Pontífice não será progressista, não caberá no bolso do mundo moderno, muito menos negará o que seus antecessores já disseram a respeito de temas como o casamento gay, aborto, ordenação de mulheres, entre outros; pois o Papa é, antes de tudo, um servo da Verdade, aquele que tem a missão de guardar o tesouro da fé confiado a ele pelo próprio Cristo.
 
Os modernistas jamais entenderão que o Papa guarda uma patrimônio de fé (Depositum Fidei) transmitido através dos séculos, o qual não lhe pertence. A sua missão é guardar esse tesouro ainda que lhe custem críticas, perseguição e até a sua própria vida.
 
Voltemos então à pergunta: ‘quem’ ou ‘como’ será o próximo Papa? A resposta é simples: ele será o Papa, Sucessor de Pedro, fundamento visível da unidade da Igreja Católica, aquele que nos confirmará na fé e a quem Jesus continua a dizer “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. O que queremos mais?
 
Não me iludo, no entanto, que estes brilhantes jornalistas, colunistas e afins possam compreender a realidade espiritual que cerca um Papa e a sua sucessão, pois para entender é preciso ter fé, algo em falta no mundo moderno.
 
FONTE: Destrave Canção Nova

quinta-feira, 7 de março de 2013

JOVENS PARTICIPAM DE VIGILIA PREPARATÓRIA PARA A JMJ

No próximo sábado, dia 9 de março, a juventude da Paróquia Nossa Senhora da Esperança realiza uma vigília com os jovens que participarão da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), entre 23 e 28 de julho deste ano. O encontro será na Igreja da Imaculada Conceição (Vale dos Rios), a partir das 22h. Mais informações pelo telefone (71) 3271-1045.
 
FONTE: Site da Arquidiocese de São Salvador

NÃO TER MEDO DE IR "CONTRA A CORRENTE"

Dizer "Creio em Deus" significa fundar sobre Ele a minha própria vida, deixar que a sua Palavra a oriente todos os dias, nas escolhas concretas, sem medo de perder algo de mim mesmo.
 
Neste Ano da Fé, hoje gostaria de começar a meditar convosco sobre o Credo, ou seja, sobre a solene profissão de fé que acompanha a nossa vida de fiéis. O Credo começa assim: "Creio em Deus" [...].
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E é precisamente sobre Abraão, que gostaria de chamar a nossa atenção, porque ele é a primeira grande figura de referência para falar de Fé em Deus: Abraão, o grande patriarca, modelo exemplar, pai de todos os crentes (cf. Rm 4, 11-12).
 
Deus pede a Abraão uma obediência e uma confiança radicais
 
A Carta aos Hebreus apresenta-o assim: "Foi pela Fé que Abraão, obedecendo ao apelo divino, partiu para uma terra que devia receber em herança. E partiu sem saber para onde ia. Foi pela Fé que ele habitou na terra prometida, como em terra estrangeira, habitando aí em tendas com Isaac e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. Porque tinha a esperança fixa na cidade assentada sobre os fundamentos eternos, cujo arquiteto e construtor é Deus" (11, 8-10).
 
Aqui, o autor da Carta aos Hebreus faz referência à vocação de Abraão, narrada no Livro do Gênesis, o primeiro livro da Bíblia. O que pede Deus a este patriarca? Pede-lhe que parta, abandonando a própria terra para ir rumo à terra que lhe indicar: "Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrar" (Gn 12, 1).
 
Como teríamos respondido nós a um convite semelhante? Com efeito, trata-se de uma partida às escuras, sem saber para onde Deus o levará; é um caminho que exige uma obediência e uma confiança radicais, ao qual só a Fé permite aceder. Mas a escuridão do desconhecido - onde Abraão deve ir - é iluminada pela luz de uma promessa; Deus acrescenta ao mandato uma palavra tranquilizadora que abre diante de Abraão um futuro de vida em plenitude: "Farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei e exaltarei o teu nome... e todas as famílias da Terra serão benditas em ti" (Gn 12, 2.3). [...]
 
E Abraão, "pai dos crentes", aceita esta chamada na Fé. Na Carta aos Romanos São Paulo escreve: "Esperando, contra toda a esperança, Abraão teve Fé e tornou-se pai de muitas nações, segundo o que lhe fora dito: ‘Assim será a tua descendência'. Não vacilou na Fé, embora tenha reconhecido o seu próprio corpo sem vigor - pois tinha quase cem anos - e o seio de Sara igualmente amortecido. Diante da promessa de Deus, não vacilou, não desconfiou, mas conservou-se forte na Fé e deu glória a Deus. Estava plenamente convencido de que Deus era poderoso, para cumprir o que prometera" (Rm 4, 18-21).
 
A Fé leva Abraão a percorrer um caminho paradoxal. Ele será abençoado, mas sem os sinais visíveis da bênção: recebe a promessa de se tornar um grande povo, mas com uma vida marcada pela esterilidade da sua esposa Sara; é levado para uma nova pátria, mas nela deverá viver como estrangeiro; e a única posse da terra que se lhe permitirá será a de um lote de terreno para ali sepultar Sara (cf. Gn 23, 1-20). Abraão é abençoado porque, na Fé, sabe discernir a bênção divina, indo além das aparências, confiando na presença de Deus até quando os seus caminhos lhe parecem misteriosos.
 
O cristão deve fundar sobre Deus a própria vida
 
O que significa isto para nós? Quando afirmamos: "Creio em Deus", nós dizemos como Abraão: "Confio em Ti; confio-me a Ti, ó Senhor!", mas não como a alguém, ao qual recorrer apenas nos momentos de dificuldade, ou a quem dedicar alguns momentos do dia ou da semana. Dizer "Creio em Deus" significa fundar sobre Ele a minha própria vida, deixar que a sua Palavra a oriente todos os dias, nas escolhas concretas, sem medo de perder algo de mim mesmo.
 
Quando, no Rito do Batismo, por três vezes somos interrogados: "Credes?" em Deus, em Jesus Cristo, no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica e nas outras verdades de Fé, a tríplice resposta é no singular: "Creio", porque é a minha existência pessoal que deve passar por uma transformação mediante o dom da Fé; é a minha existência que deve mudar, converter-se. Cada vez que participamos num batizado, deveríamos perguntar-nos como vivemos diariamente o grande dom da Fé.
 
No mundo de hoje, Deus Se tornou o "grande ausente"
 
Abraão, o crente, ensina-nos a Fé; e, como estrangeiro na Terra, indica-nos a pátria verdadeira. A Fé torna-nos peregrinos na Terra, inseridos no mundo e na História, mas a caminho da pátria celestial. Portanto, crer em Deus torna-nos portadores de valores que muitas vezes não coincidem com a moda, nem com a opinião do momento, exige que adotemos critérios e assumamos comportamentos que não pertencem ao modo de pensar comum.
 
O cristão não deve ter medo de ir "contra a corrente" para viver a sua Fé, resistindo à tentação de "se conformar". Em numerosas das nossas sociedades, Deus tornou-Se o "grande ausente" e no seu lugar existem muitos ídolos, ídolos extremamente diferentes entre si, e, sobretudo a posse e o "eu" autônomo. E também os progressos notáveis e positivos da ciência e da técnica suscitaram no homem uma ilusão de onipotência e de autossuficiência, e um egocentrismo crescente criou não poucos desequilíbrios no contexto das relações interpessoais e dos comportamentos sociais.
 
E no entanto, a sede de Deus (cf. Sl 63, 2) não foi saciada e a mensagem evangélica continua a ressoar através das palavras e das obras de numerosos homens e mulheres de Fé. Abraão, o pai dos crentes, continua a ser pai de muitos filhos que aceitam caminhar no seu sulco e põem-se a caminho, em obediência à vocação divina, confiando na presença benévola do Senhor e acolhendo a sua bênção, a fim de se fazer bênção para todos. É o mundo abençoado da Fé, ao qual todos somos chamados, para caminhar sem medo no seguimento do Senhor Jesus Cristo. Trata-se de um caminho por vezes difícil, que conhece também a prova e a morte, mas que abre à vida, numa transformação radical da realidade, que unicamente os olhos da Fé são capazes de ver e saborear em plenitude.
 
Então, afirmar "Creio em Deus" impele-nos a partir, a sair de modo incessante de nós mesmos, precisamente como Abraão, para levar à realidade cotidiana em que vivemos a certeza que nos deriva da Fé: ou seja, a certeza da presença de Deus na História, também hoje; uma presença que traz vida e salvação, abrindo-nos a um futuro com Ele, para uma plenitude de vida que nunca conhecerá ocaso.
 
(Excertos da Audiência Geral, de 23/1/2013)
Todos os direitos sobre os documentos pontifícios estão reservados à Libreria Editrice Vaticana.
A íntegra dos documentos acima pode ser encontrada em www.vatican.va
(Revista Arautos do Evangelho, Março/2013, n. 135, p. 08 - 09)
 
 
FONTE: Arautos do Evangelho

quarta-feira, 6 de março de 2013

JMJ RIO2013 TERÁ TRILHAS PELO RIO DE JANEIRO

Os peregrinos da Jornada Mundial da Juventude poderão conhecer o Rio de Janeiro por uma forma tipicamente carioca: através das trilhas. Um grupo de escoteiros irá guiar os jovens por famosas trilhas, apresentando paisagens inéditas para os turistas. O passeio inclui ainda momentos de oração e visitas a capelas e igrejas tradicionais da cidade ao longo dos trajetos.

O primeiro encontro com os escoteiros aconteceu nesse sábado, 2, com um mutirão de limpeza em nove trilhas: Pedra Bonita, Morro da Urca, Parque da Catacumba, Parque de Nova Iguaçu, Floresta da Tijuca, Prainha e Morro Azul, além de duas em Niterói (Ilha da Boa Viagem e Parque da cidade). O dia terminou com uma missa celebrada pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, na igreja da Candelária, às 17h.

As trilhas também fazem parte do Festival da Juventude, parte cultural da Jornada. Durante a JMJ Rio2013 os passeios ocorrerão diariamente, a partir de 23 de julho, no período da tarde, em horário alternativo aos Atos Centrais. Além de guiar todos pelo trajeto, garantindo a segurança dos peregrinos, os escoteiros terão participação ativa na JMJ, atuando no Festival da Juventude, e organizando um acampamento próprio, com previsão de 1,5 mil pessoas. Serão cinco mil escoteiros participando como voluntários e peregrinos.
 
FONTE: Site Canção Nova

terça-feira, 5 de março de 2013

É TEMPO DE LUTARMOS PELA NOSSA FAMÍLIA

Conteúdo enviado pelo internauta Vagne Bittencourt
 
Tudo tem um começo na vida, não é mesmo? Nós também fazemos parte desta regra. Um dia eu e você fomos sonhados e, num ato de amor e carinho, fomos concretizados. Que benção! Eu estou falando do amor que flui quando Deus permite a união de um homem e uma mulher, a fim de que não sejam senão uma só carne.
 
É deste gesto de amor e deste constante movimento de ir e vir em direção ao outro que nasce a família, lugar sagrado, alicerce essencial para que homens e mulheres sejam formados e lapidados à imagem e semelhança de Deus.
 
Jesus poderia ter vindo, neste mundo, de tantas maneiras, mas escolheu vir no seio da família. Experimentou todas as etapas e as viveu com profundidade, aproveitando cada simples gestos de seus pais que, aos poucos, iam formando-O e preparando-O para a missão que recebeu do Pai.
 
Assim é a missão da família: preparar uns aos outros para o céu.
 
Na família é gerado o combatente dos dias atuais para lutar pela vida, pelo amor e pela santidade!
 
Família é rocha firme que nos abriga em meio às tempestades da vida e nos encoraja diante dos mais terríveis obstáculos aos quais precisamos ultrapassar. Se não vivermos a experiência de ser família, estaremos como que alicerçados sobre a areia.
 
Pare agora e reflita por um instante. Como anda o relacionamento, hoje, em sua casa, com o seu marido, com a sua esposa, com os seus filhos, com os seus pais? Há amor? Há carinho? Há perdão? Ou só está havendo desentendimento e desunião?
 
É tempo de nos levantarmos e lutarmos pelo tesouro que Deus nos confiou: a nossa família!
 
Não perca tempo remoendo o passado nem tenha medo do que acontecerá no futuro. Deus está se predispondo a ir contigo, a ganhar território e fincar a bandeira do amor, da paz e da alegria em ser família! Aleluia!
 
Deus os abençoe!
Vagne Bittencourt
 
FONTE: Destrave Canção Nova