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sexta-feira, 8 de março de 2013

O PAPA QUE O MUNDO MODERNO QUER

Por Daniel Machado
Produtor do Destrave
 
Quem será o novo Papa?
Esta é uma pergunta que o mundo tem feito desde que Bento XVI anunciou, no dia 12 de fevereiro, que renunciaria ao ministério petrino. As manchetes sobre o que estaria por detrás de tal atitude do Pontífice logo se espalharam pelo mundo numa espécie de trama conspiratória digna de produções hollywoodianas, daquelas que até as obras fictícias de Dan Brown ficariam no ‘chinelo’.
 
A meu ver, só existe uma coisa mais ridícula do que as manchetes dos jornais a respeito do que acontece, atualmente, na Igreja: são as opiniões de jornalistas e até teólogos (quem diria!) sobre como ‘deve ser’ o próximo Papa e a ‘Igreja do futuro’.
 
Segundo esses caros “especialistas”, a Igreja perde fiéis e agoniza, porque não avança na mesma velocidade do mundo moderno; parou no tempo ao sustentar a família tradicional, é retrógrada ao defender a vida desde a sua concepção até o seu declínio natural, torna-se medieval quando ainda critica a manipulação genética como as pesquisas com células troncos embrionárias, etc.
 
Para esses “magos” da prestidigitação moderna, o próximo Papa – para ‘salvar’ a Igreja – deve ser um progressista, aberto ao mundo moderno, que saiba dar um ‘like’ para o casamento homossexual, um ‘joinha’ para a distribuição de preservativos. Um Pontífice que aprove o divórcio, que ordene as mulheres e acabe de vez com essa coisa de celibato.
 
Cada vez que leio um artigo desses modernistas de plantão sobre como dever ser o próximo Papa, pergunto-me: “eles querem um Papa ou um anticristo?”
 
Não! O próximo Pontífice não será progressista, não caberá no bolso do mundo moderno, muito menos negará o que seus antecessores já disseram a respeito de temas como o casamento gay, aborto, ordenação de mulheres, entre outros; pois o Papa é, antes de tudo, um servo da Verdade, aquele que tem a missão de guardar o tesouro da fé confiado a ele pelo próprio Cristo.
 
Os modernistas jamais entenderão que o Papa guarda uma patrimônio de fé (Depositum Fidei) transmitido através dos séculos, o qual não lhe pertence. A sua missão é guardar esse tesouro ainda que lhe custem críticas, perseguição e até a sua própria vida.
 
Voltemos então à pergunta: ‘quem’ ou ‘como’ será o próximo Papa? A resposta é simples: ele será o Papa, Sucessor de Pedro, fundamento visível da unidade da Igreja Católica, aquele que nos confirmará na fé e a quem Jesus continua a dizer “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. O que queremos mais?
 
Não me iludo, no entanto, que estes brilhantes jornalistas, colunistas e afins possam compreender a realidade espiritual que cerca um Papa e a sua sucessão, pois para entender é preciso ter fé, algo em falta no mundo moderno.
 
FONTE: Destrave Canção Nova

quinta-feira, 7 de março de 2013

NÃO TER MEDO DE IR "CONTRA A CORRENTE"

Dizer "Creio em Deus" significa fundar sobre Ele a minha própria vida, deixar que a sua Palavra a oriente todos os dias, nas escolhas concretas, sem medo de perder algo de mim mesmo.
 
Neste Ano da Fé, hoje gostaria de começar a meditar convosco sobre o Credo, ou seja, sobre a solene profissão de fé que acompanha a nossa vida de fiéis. O Credo começa assim: "Creio em Deus" [...].
papa.jpg
E é precisamente sobre Abraão, que gostaria de chamar a nossa atenção, porque ele é a primeira grande figura de referência para falar de Fé em Deus: Abraão, o grande patriarca, modelo exemplar, pai de todos os crentes (cf. Rm 4, 11-12).
 
Deus pede a Abraão uma obediência e uma confiança radicais
 
A Carta aos Hebreus apresenta-o assim: "Foi pela Fé que Abraão, obedecendo ao apelo divino, partiu para uma terra que devia receber em herança. E partiu sem saber para onde ia. Foi pela Fé que ele habitou na terra prometida, como em terra estrangeira, habitando aí em tendas com Isaac e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. Porque tinha a esperança fixa na cidade assentada sobre os fundamentos eternos, cujo arquiteto e construtor é Deus" (11, 8-10).
 
Aqui, o autor da Carta aos Hebreus faz referência à vocação de Abraão, narrada no Livro do Gênesis, o primeiro livro da Bíblia. O que pede Deus a este patriarca? Pede-lhe que parta, abandonando a própria terra para ir rumo à terra que lhe indicar: "Deixa a tua terra, a tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrar" (Gn 12, 1).
 
Como teríamos respondido nós a um convite semelhante? Com efeito, trata-se de uma partida às escuras, sem saber para onde Deus o levará; é um caminho que exige uma obediência e uma confiança radicais, ao qual só a Fé permite aceder. Mas a escuridão do desconhecido - onde Abraão deve ir - é iluminada pela luz de uma promessa; Deus acrescenta ao mandato uma palavra tranquilizadora que abre diante de Abraão um futuro de vida em plenitude: "Farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei e exaltarei o teu nome... e todas as famílias da Terra serão benditas em ti" (Gn 12, 2.3). [...]
 
E Abraão, "pai dos crentes", aceita esta chamada na Fé. Na Carta aos Romanos São Paulo escreve: "Esperando, contra toda a esperança, Abraão teve Fé e tornou-se pai de muitas nações, segundo o que lhe fora dito: ‘Assim será a tua descendência'. Não vacilou na Fé, embora tenha reconhecido o seu próprio corpo sem vigor - pois tinha quase cem anos - e o seio de Sara igualmente amortecido. Diante da promessa de Deus, não vacilou, não desconfiou, mas conservou-se forte na Fé e deu glória a Deus. Estava plenamente convencido de que Deus era poderoso, para cumprir o que prometera" (Rm 4, 18-21).
 
A Fé leva Abraão a percorrer um caminho paradoxal. Ele será abençoado, mas sem os sinais visíveis da bênção: recebe a promessa de se tornar um grande povo, mas com uma vida marcada pela esterilidade da sua esposa Sara; é levado para uma nova pátria, mas nela deverá viver como estrangeiro; e a única posse da terra que se lhe permitirá será a de um lote de terreno para ali sepultar Sara (cf. Gn 23, 1-20). Abraão é abençoado porque, na Fé, sabe discernir a bênção divina, indo além das aparências, confiando na presença de Deus até quando os seus caminhos lhe parecem misteriosos.
 
O cristão deve fundar sobre Deus a própria vida
 
O que significa isto para nós? Quando afirmamos: "Creio em Deus", nós dizemos como Abraão: "Confio em Ti; confio-me a Ti, ó Senhor!", mas não como a alguém, ao qual recorrer apenas nos momentos de dificuldade, ou a quem dedicar alguns momentos do dia ou da semana. Dizer "Creio em Deus" significa fundar sobre Ele a minha própria vida, deixar que a sua Palavra a oriente todos os dias, nas escolhas concretas, sem medo de perder algo de mim mesmo.
 
Quando, no Rito do Batismo, por três vezes somos interrogados: "Credes?" em Deus, em Jesus Cristo, no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica e nas outras verdades de Fé, a tríplice resposta é no singular: "Creio", porque é a minha existência pessoal que deve passar por uma transformação mediante o dom da Fé; é a minha existência que deve mudar, converter-se. Cada vez que participamos num batizado, deveríamos perguntar-nos como vivemos diariamente o grande dom da Fé.
 
No mundo de hoje, Deus Se tornou o "grande ausente"
 
Abraão, o crente, ensina-nos a Fé; e, como estrangeiro na Terra, indica-nos a pátria verdadeira. A Fé torna-nos peregrinos na Terra, inseridos no mundo e na História, mas a caminho da pátria celestial. Portanto, crer em Deus torna-nos portadores de valores que muitas vezes não coincidem com a moda, nem com a opinião do momento, exige que adotemos critérios e assumamos comportamentos que não pertencem ao modo de pensar comum.
 
O cristão não deve ter medo de ir "contra a corrente" para viver a sua Fé, resistindo à tentação de "se conformar". Em numerosas das nossas sociedades, Deus tornou-Se o "grande ausente" e no seu lugar existem muitos ídolos, ídolos extremamente diferentes entre si, e, sobretudo a posse e o "eu" autônomo. E também os progressos notáveis e positivos da ciência e da técnica suscitaram no homem uma ilusão de onipotência e de autossuficiência, e um egocentrismo crescente criou não poucos desequilíbrios no contexto das relações interpessoais e dos comportamentos sociais.
 
E no entanto, a sede de Deus (cf. Sl 63, 2) não foi saciada e a mensagem evangélica continua a ressoar através das palavras e das obras de numerosos homens e mulheres de Fé. Abraão, o pai dos crentes, continua a ser pai de muitos filhos que aceitam caminhar no seu sulco e põem-se a caminho, em obediência à vocação divina, confiando na presença benévola do Senhor e acolhendo a sua bênção, a fim de se fazer bênção para todos. É o mundo abençoado da Fé, ao qual todos somos chamados, para caminhar sem medo no seguimento do Senhor Jesus Cristo. Trata-se de um caminho por vezes difícil, que conhece também a prova e a morte, mas que abre à vida, numa transformação radical da realidade, que unicamente os olhos da Fé são capazes de ver e saborear em plenitude.
 
Então, afirmar "Creio em Deus" impele-nos a partir, a sair de modo incessante de nós mesmos, precisamente como Abraão, para levar à realidade cotidiana em que vivemos a certeza que nos deriva da Fé: ou seja, a certeza da presença de Deus na História, também hoje; uma presença que traz vida e salvação, abrindo-nos a um futuro com Ele, para uma plenitude de vida que nunca conhecerá ocaso.
 
(Excertos da Audiência Geral, de 23/1/2013)
Todos os direitos sobre os documentos pontifícios estão reservados à Libreria Editrice Vaticana.
A íntegra dos documentos acima pode ser encontrada em www.vatican.va
(Revista Arautos do Evangelho, Março/2013, n. 135, p. 08 - 09)
 
 
FONTE: Arautos do Evangelho

terça-feira, 5 de março de 2013

É TEMPO DE LUTARMOS PELA NOSSA FAMÍLIA

Conteúdo enviado pelo internauta Vagne Bittencourt
 
Tudo tem um começo na vida, não é mesmo? Nós também fazemos parte desta regra. Um dia eu e você fomos sonhados e, num ato de amor e carinho, fomos concretizados. Que benção! Eu estou falando do amor que flui quando Deus permite a união de um homem e uma mulher, a fim de que não sejam senão uma só carne.
 
É deste gesto de amor e deste constante movimento de ir e vir em direção ao outro que nasce a família, lugar sagrado, alicerce essencial para que homens e mulheres sejam formados e lapidados à imagem e semelhança de Deus.
 
Jesus poderia ter vindo, neste mundo, de tantas maneiras, mas escolheu vir no seio da família. Experimentou todas as etapas e as viveu com profundidade, aproveitando cada simples gestos de seus pais que, aos poucos, iam formando-O e preparando-O para a missão que recebeu do Pai.
 
Assim é a missão da família: preparar uns aos outros para o céu.
 
Na família é gerado o combatente dos dias atuais para lutar pela vida, pelo amor e pela santidade!
 
Família é rocha firme que nos abriga em meio às tempestades da vida e nos encoraja diante dos mais terríveis obstáculos aos quais precisamos ultrapassar. Se não vivermos a experiência de ser família, estaremos como que alicerçados sobre a areia.
 
Pare agora e reflita por um instante. Como anda o relacionamento, hoje, em sua casa, com o seu marido, com a sua esposa, com os seus filhos, com os seus pais? Há amor? Há carinho? Há perdão? Ou só está havendo desentendimento e desunião?
 
É tempo de nos levantarmos e lutarmos pelo tesouro que Deus nos confiou: a nossa família!
 
Não perca tempo remoendo o passado nem tenha medo do que acontecerá no futuro. Deus está se predispondo a ir contigo, a ganhar território e fincar a bandeira do amor, da paz e da alegria em ser família! Aleluia!
 
Deus os abençoe!
Vagne Bittencourt
 
FONTE: Destrave Canção Nova

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

5 PEDRINHAS E VIDA DE ORAÇÃO

Conteúdo enviado pelo internauta Thiago Thomaz Puccini (Jovens Sarados )
 
A mensagem dada pela Virgem Santíssima, certo dia em Medjiugorie, aplica-se a este ano que nos espera: “filhos queridos, vos convido a conversão individual. Este tempo é para vocês, porque o meu Filho dileto, sem a vossa cooperação, não pode realizar o que deseja. Filhos queridos, orem a fim de que possam crescer espiritualmente e ficarem mais próximos de Deus”.
 
Um rumo para a caminhada espiritual que vai ao encontro do Pai. Este é o pedido dela. No entanto, já sabendo das tribulações que cada filho seu iria passar, a Mãe completa: “entrego para vocês as 5 pedrinhas que representam as armas contra o vosso gigante Golias com as quais poderão vencer qualquer batalha”. Mas o que significa cada pedrinha?
 
A primeira pedra é a Eucaristia. A presença real de Jesus, o sacramento da salvação, a experiência de comunhão que, se possível, deve ser diária. Gradativamente, estando com o coração aberto, Deus vai agindo com maior facilidade onde deve agir.
 
A segunda pedra é a confissão, que deve ser feita com real arrependimento. É o sacramento da reconciliação, quando a paz é restituída e a cura interior é promovida. É capaz de enfraquecer vícios e trazer maior vigor para os próximos passos.
 
A terceira pedra é a Bíblia. Palavra de vida (compreenda a força da palavra “vida”!), o alimento espiritual. Ali se encontram as “placas” para o caminho da santidade. Quantos problemas desnecessários seriam evitados e soluções seriam encontradas se fossem compreendidas as palavras do Senhor?
“Entrego para vocês as 5 pedrinhas que representam as armas contra o vosso gigante Golias com as quais poderão vencer qualquer batalha”
A quarta pedra é o Santo Rosário. Percorrer a vida de Jesus por meio dos mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos. Aqui, a persistência e a disciplina são os segredos. Nos primeiros dias, reze uma Ave-Maria. Depois, uma dezena. Tão logo, o feito de rezar o terço será alcançado. Esperançosamente, o Rosário será uma oração habitual. Particularmente, chamo-a de pedra da alegria. Nem preciso responder o porquê.
 
A quinta pedra, por fim, é o jejum. É uma penitência que nos fortifica e purifica, podendo ser feita de diversas formas. O importante é verificar qual a melhor forma de fazê-lo dada as circunstâncias de vida de cada um. Há de se lembrar que podem ser usadas e acrescentadas outras pedrinhas como a adoração ao Santíssimo Sacramento, o terço da misericórdia, entre outras.
 
Diante do exposto, ficam as perguntas: você realiza alguma dessas práticas? Seu empenho era satisfatório e condizente com a sua disponibilidade? Em qual(is) delas você precisa se empenhar mais?
 
O importante é seguir em frente na caminhada espiritual, dar uma nova direção a ela junto com o novo ano que se apresenta!
 
Nossa Senhora, rogai por nós!

FONTE: Destrave Canção Nova

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

DIZER "SIM" E DIZER "NÃO"


Imagem de DestaqueQuando dizemos "não" a nós mesmos aprendemos a autodisciplina



Você já notou como lida com seus impulsos, com aquela vontade irresistível de fazer algo? Controlar nossos impulsos significa o quanto conseguimos ser capazes de adiar a gratificação por algo e, com isso, fazer escolhas mais inteligentes ou adaptáveis. Sabe o que é mais interessante: o controle dos impulsos se dá em nossa infância, quando lidamos com as primeiras frustrações e gratificações. 

Quando dizemos “não” a nós mesmos, aprendemos a autodisciplina, palavra tão conhecida entre nós e citada em revistas, artigos, programas de TV. Essa habilidade é capaz de gerar felicidade e sucesso. 

Nisso começa o desafio dos pais, cuidadores, professores, pois crianças nunca aprendem a autodisciplina sozinhas, mas também não aprendem na escola ou na sala de aula. Não há curso para isso [autodisciplina]. Aí entra a habilidade dos pais em dar limites aos filhos e ensiná-los que, para cada ato, há uma consequência, que as escolhas levam a determinados caminhos, positivos ou negativos. 

Ao deixar claro para uma criança quais as expectativas que se tem sobre algo ou os limites e o resultado sobre aquilo que não se cumpriu, tudo fica mais claro. Ou seja, a criança aprende, desde pequena, que, se optar por algo errado, receberá sua escolha em troca, experimentando o resultado negativo das escolhas feitas. 

O que é mais complicado quando é necessário dizer “não” para seu filho? Muitos pais podem dizer que a dificuldade está em ver que o filho ficou infeliz, ficou triste, desapontado. Claro que, como pais, o que se tenta fazer muitas vezes é, de fato, evitar o sofrimento, mas isso se torna uma forma enganosa de proteger. Será muito mais produtivo dar aos filhos formas de lidar com a perda e, com isso, criar formas de “amortecer” as situações e lindar com os obstáculos da vida. 

Dizer “não” é muito mais complicado do que dizer “sim”; porém, olhando para o futuro os resultados de um “sim” e um “não”, no tempo certo, fazem toda a diferença quando seu filho for adolescente ou adulto. Não diga “sim” para acalmar o choro ou a irritação do seu filho, mas diga “sim” quando é necessário e “não” sempre que preciso, para que não colha dificuldades em longo prazo. 

Na autenticidade e na democracia da relação pai e filho, nos dias atuais, cresce e liberdade em dizer o que se pensa e posicionar-se, porém, não podemos nos esquecer do papel de modelagem de comportamento que damos ao filhos. “Ninguém pode respeitar seus semelhantes se não aprender quais são os seus limites — e isso inclui compreender que nem sempre se pode fazer tudo que se deseja na vida. É necessário que a criança interiorize a ideia de que poderá fazer muitas, milhares, a maioria das coisas que deseja — mas nem tudo e nem sempre. Essa diferença pode parecer sutil, mas é fundamental.” (Zagury, T.) 

Esse é o desafio da persistência, do amor, do cuidado e da certeza que um “sim” e um “não” bem colocados, e ao seu tempo, farão toda a diferença na construção de adultos saudáveis e resistentes aos embates da vida.


Elaine Ribeiro
psicologia01@cancaonova.com

Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Twitter: @elaineribeirosp

domingo, 9 de outubro de 2011

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

O Dia Mundial da Criança é oficialmente 20 de novembro, data que a ONU reconhece como Dia Universal das Crianças por ser a data em que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança. Porém, a data efectiva de comemoração varia de país para país.

Em Portugal

Em Portugal, o dia das crianças é festejado no dia 1 de junho, pois o mês de maio homenageia Maria, mãe de Jesus. O dia da criança foi comemorado, no mundo inteiro a 1 de junho de 1950.

No Brasil

Szymon 002.JPGNa década de 1920, o deputado federal Galdino do Valle Filh
o teve a ideia de "criar" o dia das crianças. Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924.
Mas somente em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas, é que a data passou a ser comemorada. A estratégia deu certo, pois desde então o dia das Crianças é comemorado com muitos presentes.
Logo depois, outras empresas decidiram criar a Semana da Criança, para aumentar as vendas. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção e fizeram ressurgir o antigo decreto. A partir daí, o dia 12 de outubro se tornou uma data importante para o sector de brinquedos no Brasil.

A data em outros países

    • Estónia - 1 de junho
    • Hungria - último domingo de maio
    • Cuba - terceiro domingo de julho
    • Albânia - 1 de junho
    • Alemanha - 20 de setembro
    • África Central (Congo, República Democrática do Congo, Camarões, Guiné Equatorial, Gabão, Chade, República Centro-Africana, São Tomé e Príncipe) - 25 de dezembro
    • Angola - 1 de junho
    • Argentina - segundo domingo de agosto
    • Armênia - 1 de junho
    • Austrália - quarta-feira de outubro
    • Azerbaijão - 1 de junho
    • Benim - 1 de junho
    • Bielorrússia - 1 de junho
    • Bósnia e Herzegovina - 1 de junho
    • Bulgária - 1 de junho
    • Cabo Verde - 1 de junho
    • Camboja - 1 de junho
    • Canadá - 20 de novembro
    • Cazaquistão - 1 de junho
    • Chile - segundo domingo de agosto
    • Colômbia - último sábado de abril
    • Coreia do Norte - 2 de junho
    • Coreia do Sul - 5 de maio
    • Costa Rica - 9 de setembro
    • Croácia - 1 de junho
    • El Salvador - 1 de outubro
    • Equador - 1 de junho
    • Eritreia - 1 de junho
    • Eslováquia - 1 de junho
    • Eslovênia - 1 de junho
    • Espanha - 20 de novembro
    • Estados Unidos da América - 3 de junho (pode variar de estado para estado)
    • Etiópia - 1 de junho
    • Geórgia - 1 de junho
    • Guatemala - 1 de outubro
    • Guiné-Bissau - 1 de junho
    • Honduras - 10 de setembro
    • Hong Kong - 4 de abril
    • Iêmen - 1 de junho
    • Índia - 14 de novembro
    • Israel - 9 de abril
    • Japão3 de março - Meninas
                   5 de maio - Meninos
    • Laos - 1 de junho
    • Letónia - 1 de junho
    • Lituânia - 1 de junho
    • Macau - 1 de junho      
    • Malásia - 1 de outubro
    • México - 30 de abril
    • Moçambique - 1 de junho
    • Moldávia- 1 de junho
    • Mongólia - 1 de junho
    • Montenegro - 1 de junho
    • Nigéria - 27 de maio
    • Nova Zelândia - primeiro domingo de março
    • Paquistão - 20 de novembro
    • Paraguai - 16 de agosto
    • Perú - 17 de agosto
    • Polónia - 1 de junho
    • Portugal - 1 de junho
    • República da Macedônia - 1 de junho
    • República Popular da China - 1 de junho
    • República Checa - 1 de junho
    • Romênia - 1 de junho
    • Rússia - 1 de junho
    • Singapura - 1 de outubro
    • Sérvia - 1 de junho
    • Sri Lanka - 1 de outubro
    • Suécia - primeira segunda-feira de outubro
    • Taiwan - 4 de abril
    • Tadjiquistão - 1 de junho
    • Tanzânia - 1 de junho
    • Timor-Leste - 1 de junho
    • Trinidad - primeira segunda-feira de outubro
    • Turcomenistão - 1 de junho
    • Turquia - 23 de abril
    • Uruguai - segundo domingo de agosto
    • Venezuela - terceiro domingo de agosto
    • Vietnã - 1 de junho


    domingo, 14 de agosto de 2011

    PRESENÇA DO PAI É FUNDAMENTAL PARA BOM DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

    "A presença do pai é importantíssima para o desenvolvimento geral da criança, tanto emocional, quanto físico, escolar, no dia a dia, e até no desenvolvimento espiritual", afirmou a psicoterapeuta Maria Antonia de Camargo Maia. 

    A especialista explica que a figura paterna é uma referência de segurança para a criança. "O pai passa a firmeza da estrutura familiar, ele é o grande alicerce da família, portanto é importante que os filhos presenciem e vivam com essa presença masculina (...) [Isso] vai ajudá-los a ter segurança na vida. O pai que é ausente traz para a criança o medo, o pânico, o desespero e a falta de coragem de enfrentar alguns problemas".

    Maria Antônia destaca ainda que é no relacionamento com o pai, que a criança vai se orientar para a vida, e que é um grande benefício para os filhos ter um pai bem humorado. "O pai tem que ser alegre, seguro e ser amigo... Ele entende a criança, conversa e brinca, mas além de tudo isso, ele é um grande orientador", enfatiza.

    Mas como o pai pode ser presente na vida dos filhos, em meio a correria do dia a dia? 

    A psicoterapeuta explica que o pouco tempo, que o pai tem para viver com a criança, precisa ser de qualidade e, ao chegar em casa, é preciso esquecer as dificuldades vividas no trabalho. 

    "Quando ele chegar em casa, exausto do trabalho, precisa esquecer os problemas pessoais e vivenciar com qualidade o ser pai. Com isso, ele estará educando e orientando a criança, e tanto o pai quanto o filho sairão ganhando". 

    Maria Antônia enfatiza que se o pai trouxer a irritação vivida no trabalho para dentro de casa, ele "vai destruir o filho e o lar". 

    E conclui, reforçando que, não é financeiramente que o filho necessita da presença do pai mas, nas poucas horas que ele estiver com a criança, ele precisa oferecer o que puder dar de si para o filho, "de coração, com qualidade, emoção e orientação".


    terça-feira, 26 de abril de 2011

    A PRIMEIRA MISSA NO BRASIL

    Quis a Divina Providência que uma Missa marcasse o início da História da maior nação católica do mundo. Pois, de fato, dos méritos infinitos do sacrifício incruento que se renova sobre o altar, ou seja, da Eucaristia, procedem e se ordenam, como a seu fim, todas as grandes obras da História da Igreja. (Cf. Sacrosanctum Concilium, n. 10).

    A primeira Missa no Brasil foi no iluminado dia 26 de abril de 1500, domingo da oitava de páscoa, quando os portugueses encontraram um ilhéu seguro - o da Coroa Vermelha - onde poderiam celebrar a primeira Missa no Brasil. Hoje, a ilhota não existe mais. Devido ao movimento das marés o ilhéu da primeira Missa se uniu a terra formando uma ampla e alva praia.

    Em uma carta dirigida ao Rei de Portugal, D. Manuel, o venturo, Pero Vaz de Caminha, escrivão mor da esquadra, narra todos os detalhes do episódio que marca o início da História do Brasil. Ao ler estas linhas, observa-se um profundo espírito evangelizador, como Margarida Barradas de Carvalho observa, "o tema da obrigação de levar a palavra de Cristo a seres humanos, vivendo na ignorância, se coloca em toda a sua pureza realmente cristã".[1]

    Após 47 dias de viagem pelo Atlântico, todos os preparativos para Missa estavam terminados. Frei Henrique com os demais clérigos a celebrou em "voz entoada". Eram oito missionários franciscanos e alguns sacerdotes seculares entre os quais um vigário destinado a Índia[2]. Sob um belo docel, ergueram "um altar mui bem corregido"[3]. O capitão Pedro Álvares Cabral com "a bandeira de Cristo", convocou todos os seus 1000 subalternos, oficiais e marinheiros "muito bem escolhidos e armados"[4], enquanto que na praia do continente, cerca de duzentos índios acompanhavam atentos tudo o que se passava na ilhota. Relata Caminha que a missa "foi ouvida por todos com muito prazer e devoção"[5].

    Terminada a cerimônia, desparamentou-se o sacerdote e subindo em uma cadeira alta fez "uma solene e proveitosa pregação"[6] à assembléia sentada sobre fina e branca areia do aconchegante litoral baiano. Descreve Pero Vaz de Caminha que "tratou da nossa vinda e do achamento desta terra, conformando-se com o sinal da Cruz, sob cuja a obediência viemos, o que foi muito a propósito e fez muita devoção"[7].

    Nos dias subseqüentes, 27 de abril a 1º de maio, os portugueses desbravaram a nova terra e estabeleceram afetuosas relações com os indígenas. Trabalhavam em escupir uma grande cruz de madeira. Os indígenas, impressionados com os instrumentos de metal, contemplavam o trabalho. O capitão, membro da ordem de Cristo, recomendava que os portugueses se pusessem de joelhos diante da Cruz e a beijassem[8] para que os indígenas entendessem a veneração que os homens do mar tinham pelo símbolo Cristão. Um após o outro, todos os lusos oscularam-na. Ao convite dos portugueses os dez ou doze nativos que aí estavam fizeram o mesmo, com tal inocência e candura que os portugueses ficaram muito tocados, como descreve o relato de Caminha, ao Rei de Portugal, "Parece-me gente de tal inocência que, se homem os entendesse e eles a nós, seriam logos cristãos. E, portanto, se os degredados, que aqui hão de ficar, aprenderem bem a sua fala e os entenderem, não duvido que eles, segundo a santa intenção de vossa alteza, se hão de fazer-se cristãos e crer em nossa santa fé, à qual praza a Deus Nosso Senhor que os traga, porque, certo, esta gente é boa e de boa simplicidade. E imprimir-se-á ligeiramente neles qualquer cunho que lhes quiserem dar. E pois Nosso Senhor, que lhes deu bons corpos e bons rostos, como a bons homens, por aqui nos trouxe, creio que não foi sem causa. Portanto Vossa Alteza, que tanto deseja acrescentar a santa Fé católica, deve cuidar de sua salvação. E prazerá a Deus que com pouco trabalho seja assim."[9]

    No segundo domingo pascal, dia 1° de maio, estavam concluídos os preparativos para a cerimônia de tomada de posse da nova terra pelas armas portuguesas. Encabeçado pelo capitão que portava a bandeira de Cristo, a Cruz foi conduzida, ao som de cânticos religiosos, até a foz do rio Mutari "para melhor ser vista". Cerca de setenta indígenas assistiam o cerimonial. Ao verem os portugueses carregar a Cruz meteram-se embaixo dela para também ajudar. A sombra da Cruz, Frei Henrique celebrou a segunda Missa, desta vez no continente, na presença de todos os religiosos, oficiais, soldados e cerca de 150 índios. Conforme as partes da Missa, os indígenas acompanhavam todos os movimentos dos portugueses. Ajoelhavam-se e levantavam-se "em tal maneira sossegados, que certifico a Vossa Alteza nos fez muita devoção" relata Caminha. Permaneceram até a comunhão, quando o capitão e os seus receberam o corpo de Cristo. Um dos nativos com cerca de cinqüenta anos acenava aos outros índios apontando para o altar e para o Céu[10]. Após a pregação foram distribuídas cruzes de estanho para que os tupis pendurassem ao pescoço após oscularem-na e levantarem as mãos ao céu.

    Pero Vaz de Caminha encantado com a receptividade e inocência dos índios escrevia ao Rei de Portugal: "segundo que a mim e a todos pareceu, esta gente não lhes falece outra coisa para ser toda cristã, senão entender-nos, porque assim tomavam aquilo que nos viam fazer. Por isso, se alguém vier, não deixe logo de vir clérigo para os batizar porque assim já terão mais conhecimentos de nossa fé".[11] Após a cerimônia, dois degredados os quais a justiça do Rei punira permaneceram entre a população enquanto as naus portuguesas partem. Uma vai a Portugal com a carta de Caminha e informações de navegação, aos outras continuam a missão para Índia a fim de restabelecerem as delicadas relações com os reis hindus.

    A principal riqueza da terra

    Em 1501, após ter viajado por toda a América, o florentino Américo Vespúcio comentava do litoral brasileiro que "se algures na terra existe o paraíso terrestre, não pode ele estar longe daqui"[12]. Pero Vaz de Caminha também relata as riquezas do Brasil. A vastidão, o clima e a fertilidade faz o escrivão mor exclamar: "dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem". A região é formosa e agradável, com palmitos saborosos, belas aves, enormes camarões e madeira em quantidade, todavia, "sem ouro nem prata, nem nenhuma coisa de metal"[13]. Talvez, por esta última razão, a terra de Santa Cruz ficou relegada ao segundo plano no interesse luso, pois as especiarias da Índia e as riquezas da África rendiam muito mais que o pau-brasil. Contudo, o inteligente Pero Vaz de Caminha ressalta ao rei de Portugal, "o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar"[14].

    Quanto as maravilhas do litoral, a fecundidade da terra e as possibilidades de evangelização, Caminha vaticinou com precisão. Em um lento povoamento, portugueses, africanos[15] e o elemento nativo, miscigenaram-se formando um povo homogêneo. Acontecimento explicável por causa do fator que realmente une culturas tão diversas sob a bandeira de um único ideal: a religião católica. Ademais, contribuíram para esse resultado uma inumerável avalanche de padres seculares e religiosos de todas as ordens, que "vieram com a sua fé, a sua doçura e a sua perseverança, vencer a bravesa do íncola".[16]

    Em função da devoção Eucarística, clero e laicato realizaram este grande escopo. Atestam isto tantas Igrejas, suntuosas ou singelas, esparsas pelo Brasil, onde reflete-se a piedade eucarística dos primeiros brasileiros. Hoje, a Igreja colhe os frutos deste imenso esforço, deste "grande passado"[17], na expressão de Bento XVI. Observa o Pontífice que, "o Brasil ocupa um lugar muito especial no coração do Papa, não somente porque nasceu cristão e possui hoje o mais alto número de católicos, mas, sobretudo, porque é uma nação rica em potencialidades, com uma presença eclesial que é motivo de alegria e esperança para toda a Igreja."

    Realmente, o Brasil nasceu cristão. Como os relatos de Caminha deixam entrever, nas atitudes de indígenas e portugueses, a bondade, hospitalidade e generosidade características do espírito brasileiro é patente. Essa bondade provem do amor à Cruz. De fato, o mais alto símbolo da Fé Cristã não apenas pendia apenas ao pescoço de índios e europeus, mas também, protegia as velas das naus, abençoava o estandarte da ordem de Cristo e as armas de Portugal. Ela estava plantada na nova terra e reluzente no céu do cruzeiro do sul. Dir-se-ia que vendo tanta piedade, o Crucificado quis também estar presente nos dez primeiros dias do Brasil. Realmente, o Divino Mestre esteve presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade sob as espécies Eucarísticas. Foi com a Santa Missa que começou repleta de empreendimento e alegria; bondade e Fé, a História de um país que "nasceu cristão"[18] ajoelhado à sombra da Cruz, adorando a Jesus Sacramentado. Fato que cumpre aquilo do Papa João Paulo II (Ecclesiae de Eucharistia, n. 22), "Por tanto, la Iglesia recibe la fuerza espiritual necesaria para cumplir su misión perpetuando en la Eucaristía el sacrificio de la Cruz y comulgando el cuerpo y la sangre de Cristo. Así, la Eucaristía es la fuente y, al mismo tiempo, la cumbre de toda la evangelización, puesto que su objetivo es la comunión de los hombres con Cristo y, en Él, con el Padre y con el Espíritu Santo.(Cf. Homilias sobre la 1 Carta a los Corintios, 24,2: PG 61,200; cf. Didaché, IX,5: F.X. Funk, I,22; San Cipriano, Ep. LXIII,13: PL 4,384.)"


    Referências Bibliográficas:

    ALTAVILA, Jayme. História da Civilização das Alagoas. Maceió: Biblioteca Publica Estadual, 1967.

    BENTO XVI. Entrevista no Aeroporto de Guarulhos.

    CALMON, Pedro. História do Brasil. t. 1, São Paulo: José Olympio, 1961.

    DE CARVALHO, Margarida Barradas. L'idéologie relligieuse dans la "carta" de Pêro Vaz de Caminha. Em VAZ DE CAMINHA, Pero. Carta de Pero Vaz de Caminha a El-Rei D. Manuel sobre o achamento do Brasil. São Paulo: Europa-América, 1987.

    COMPÊNDIO DO VATICANO II. 29 ed. Petrópolis: Vozes, 2000.

    FERREIRA, Tito Lívio. História do Brasil. 3 ed. São Paulo: Nacional, 1946.

    FONSECA, João Severiano da. Viagem ao redor do Brasil. v. 2. Rio de Janeiro: Bibliex, 1986.

    JOÃO PAULO II. Ecclesia de Eucharistia.

    ROCHA POMBO. História do Brasil. t. 1, 13 ed. São Paulo: Melhoramentos, 1966.

    SANCEAU, Elaine. Capitães do Brasil. Porto: Civilização, 1956.

    VAZ DE CAMINHA, Pero. Carta de Pero Vaz de Caminha a El-Rei D. Manuel sobre o achamento do Brasil. São Paulo: Europa-América, 1987.

    VILHENA, Luís dos Santos. A Bahia no Século XVIII, v. 1. Salvador: Itapuã, 1969.

    ZWEIG, Stefan. Brasil, País do futuro. São Paulo: Delta, 1953.

    sexta-feira, 22 de abril de 2011

    ENTENDA O SIGNIFICADO DO BEIJO NA CRUZ NA SEXTA-FEIRA SANTA



    Padre Antônio Xavier
    Comunidade Canção Nova, Terra Santa


    Em todo o ano, existe somente um dia em que não se celebra a Santa Missa: a Sexta-Feira Santa. Ao invés da Missa temos uma celebração que se chama Funções da Sexta-feira da Paixão, que tem origem em uma tradição muito antiga da Igreja que já ocorria nos primeiros séculos, especialmente depois da inauguração da Basílica do Santo Sepulcro e do reencontro da Santa Cruz por parte de Santa Helena (ano 335 d.C.).


    Esta celebração é dividida em três partes: a primeira é a leitura da Sagrada Escritura e a oração universal feita por todas as pessoas de todos os tempos; a segunda é a adoração da Santa Cruz e a terceira é a Comunhão Eucarística, juntas formam o memorial da Paixão e Morte de Nosso Senhor. Memorial não é apenas relembrar ou fazer memória dos fatos, é realmente celebrar agora, buscando fazer presente, atual, tudo aquilo que Deus realizou em outros tempos. Mergulhamos no tempo para nos encontrarmos com a graça de Deus no momento que operou a salvação e, ao retornarmos deste mergulho, a trazemos em nós. 



    Os cristãos peregrinos dos primeiros séculos a Jerusalém nos descrevem, através de seus diários que, em um certo momento desta celebração, a relíquia da Santa Cruz era exposta para adoração diante do Santo Sepulcro. Os cristãos, um a um, passavam diante dela reverenciando e beijando-a. Este momento é chamado de Adoração à Santa Cruz, que significa adorar a Jesus que foi pregado na cruz através do toque concreto que faziam naquele madeiro onde Jesus foi estendido e que foi banhado com seu sangue. 



    Em nosso mundo de hoje, falar da Adoração à Santa Cruz pode gerar confusão de significado, mas o que nós fazemos é venerar a Cruz e, enquanto a veneramos, temos nosso coração e nossa mente que ultrapassa aquele madeiro, ultrapassa o crucifixo, ultrapassa mesmo o local onde estamos, até encontrar-se com Nosso Senhor pregado naquela cruz, dando a vida para nos salvar. Quando beijamos a cruz, não a beijamos por si mesma, a beijamos como quem beija o próprio rosto de Jesus, é a gratidão por tudo que Nosso Senhor realizou através da cruz. O mesmo gesto o padre realiza no início de cada Missa ao beijar o Altar. É um beijo que não pára ali, é beijar a face de Jesus. Por isso, não se adora o objeto. O objeto é um símbolo, ao reverênciá-lo mergulhamos em seu significado mais profundo, o fato que foi através da Cruz que fomos salvos.



    Nós cristãos temos a consciência que Jesus não é apenas um personagem da história ou alguém enclausurado no passado acessível através da história somente. "Jesus está vivo!" Era o que gritava Pedro na manhã de Pentecostes e esse era o primeiro anúncio da Igreja. Jesus está vivo e atuante em nosso meio, a morte não O prendeu. A alegria de sabermos que, para além da dolorosa e pesada cruz colocada sobre os ombros de Jesus, arrastada por Ele em Jerusalém, na qual foi crucificado, que se torna o simbolo de sua presença e do amor de Deus, existe Vida, existe Ressurreição. Nossa vida pode se confundir com a cruz de Jesus em muitos momentos, mas diante dela temos a certeza que não estamos sós, que Jesus caminha conosco em nossa via sacra pessoal e, para além da dor, existe a salvação. 



    Ao beijar a Santa Cruz, podemos ter a plena certeza: Jesus não é simplesmente um mestre de como viver bem esta vida, como muitos se propõem, mas o Deus vivo e operante em nosso meio.

    domingo, 20 de fevereiro de 2011

    BEATOS FRANCISCO E JACINTA

    Beatos Francisco e JacintaNo ano de 1908, nasceu Francisco Marto. Em 1910, Jacinta Marto. Filhos de Olímpia de Jesus e Manuel Marto. Eles pertenciam a uma grande família; e eram os mais novos de nove irmãos.

    A partir da primavera de 1916, a vida dos jovens santos portugueses sofreria uma grande transformação: as diversas aparições do Anjo de Portugal (o Anjo da Paz) na "Loca do Cabeço" e, depois, na "Cova da Iria". A partir de 13 de maio de 1917, Nossa Senhora apareceria por 6 vezes a eles.

    O mistério da Santíssima Trindade, a Adoração ao Santíssimo Sacramento, a intercessão, o coração de Jesus e de Maria, a conversão, a penitência... Tudo isso e muito mais foi revelado a eles pelo Anjo e também por Nossa Senhora, a Virgem do Rosário.

    Na segunda aparição, no mês de junho, Lúcia (irmã de Jacinta e Francisco) fez um pedido a Virgem do Rosário: que ela levasse os três para o Céu. Nossa Senhora respondeu-lhe: "Sim, mas Jacinta e Francisco levarei em breve". Os bem-aventurados vivenciaram e comunicaram a mensagem de Fátima. Esse fato não demorou muito. Em 4 de abril de 1919, Francisco, atingido pela grave gripe espanhola, foi uma das primeiras vítimas em Aljustrel. Suas últimas palavras foram: "Sofro para consolar Nosso Senhor. Daqui, vou para o céu".

    Jacinta Marto, modelo de amor que acolhe, acolheu a dor na grave enfermidade, tendo até mesmo que fazer uma cirurgia sem anestesia. Tudo aceitou e ofereceu, como Nossa Senhora havia lhe ensinado, por amor a Jesus, pela conversão dos pecadores e em reparação aos ultrajes cometidos contra o coração imaculado da Virgem Maria. Por conta da mesma enfermidade que atingira Francisco, em 20 de fevereiro de 1920, ela partiu para a Glória.

    No dia 13 de maio do ano 2000, o Papa João Paulo II esteve em Fátima, e do 'Altar do Mundo' beatificou Francisco e Jacinta, os mais jovens beatos cristãos não-mártires.

    Beatos Francisco e Jacinta, rogai por nós!

    sábado, 12 de fevereiro de 2011

    DEVOÇÃO AO DIVINO PAI ETERNO

    A devoção ao Divino Pai Eterno teve início por volta de 1840, com o casal de agricultores Constantino Xavier Maria e Ana Rosa de Oliveira. Eles vieram se estabelecer nas proximidades do Córrego do Barro Preto, distante aproximadamente vinte e dois quilômetros do município de Campininha das Flores (Hoje "Campininha das Flores" é o bairro de Campinas, de onde se originou a cidade de Goiânia, capital do Estado de Goiás).

    Constantino, um homem muito religioso, sua esposa também era, começou a trabalhar na terra para plantação. Certo dia, enquanto eles lidavam no campo, a enxada tocou em algo rígido que não era pedra. Ao conferir, notaram ser um medalhão belíssimo de barro, com tamanho em torno de meio palmo de circunferência, e onde estava representada a Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria. Eles beijaram o medalhão sagrado e o levaram para casa.

    Constantino e seus familiares começaram a rezar o terço, principalmente aos finais de semana. Numerosos prodígios, graças e milagres começaram a acontecer. A notícia se espalhou e aos poucos outros moradores locais passaram a rezar juntos ao Divino Pai Eterno.

    O número de devotos foi crescendo e a casa de Constantino já não comportava tanta gente. Por volta de 1843 foi construída uma capela de folhas de buriti, mas esta também ficou pequena. O Casal então doa um terreno às margens do córrego Barro Preto e todos construíram uma nova capela. 

    Constantino encomendou uma réplica da figura encontrada no medalhão, em tamanho maior e esculpida em madeira, ao artista plástico Veiga Valle, que morava em Pirenópolis - GO. Daí surgiu a imagem venerada em Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo coroando, solenemente, a Virgem Maria. Esta imagem feita pelo famoso artista goiano pode ser vista ainda hoje no Santuário Velho, também conhecido como Igreja Matriz de Trindade.



    Pai Eterno


    Deus Pai – 1ª pessoa da Santíssima Trindade; aquele para quem nada é impossível. O Pai Eterno é amoroso e criou o mundo para manifestar sua bondade, sua glória e beleza.

    Jesus Cristo – 2ª pessoa da Santíssima Trindade; o Filho predileto, o ungido e enviado para nos redimir de nossas faltas. O verbo que se encarna para nos salvar das trevas, que nos reconcilia com Deus, modelo de nossa santidade.

    Espírito Santo – 3ª pessoa da Trindade; é o Paráclito, o Espírito de Verdade, procede do Pai e do Filho, e com Eles é adorado e glorificado.

    Maria – Esposa do Espírito Santo, mãe de Deus porque é a mãe de Jesus. A imaculada conceição, a nova Eva, a mãe de todos os viventes. É a humanidade presente junto ao mistério da Santíssima Trindade.

    Você – Você é parte desta Família de Amor. Desde a sua concepção, o Pai Eterno lhe criou para manifestar no mundo a ternura, a inteligência, a beleza: tudo por meio de você e de sua vida. Ele tem um amor eterno por você!