quarta-feira, 6 de julho de 2011

ORDEM

322. O que é o sacramento da Ordem?

É o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo aos seus Apóstolos continua a ser exercida na Igreja, até ao fim dos tempos.

323. Porque se chama sacramento da Ordem?

Ordem indica um corpo eclesial, do qual se passa a fazer parte, mediante uma especial consagração (Ordenação), a qual, por um particular dom do Espírito Santo, permite exercer um poder sagrado em nome e com a autoridade de Cristo para o serviço do povo de Deus.

324. Qual o lugar do sacramento da Ordem no desígnio divino da salvação?

Na Antiga Aliança, este sacramento é prefigurado no serviço dos Levitas, no sacerdócio de Aarão e na instituição dos setenta «Anciãos» (Num 11,25). Estas prefigurações encontraram realização em Cristo Jesus, o qual, com o sacrifício da sua cruz, é o «único (...) mediador entre Deus e os homens» (1 Tim 2,5), o Sumo-sacerdote à maneira de Melquisedec» (Heb 5,10). O único sacerdócio de Cristo é tornado presente pelo sacerdócio ministerial.

«Só Cristo é o verdadeiro sacerdote, os outros são seus ministros» (S. Tomás de Aquino) 

325. De quantos graus se compõe o sacramento da Ordem?

Compõe-se de três graus, que são insubstituíveis para a estrutura orgânica da Igreja: o episcopado, o presbiterado e o diaconado.

326. Qual é o efeito da Ordenação episcopal?

A Ordenação episcopal confere a plenitude do sacramento da Ordem, faz do Bispo o legítimo sucessor dos Apóstolos, insere-o no Colégio episcopal, partilhando com o Papa e os outros Bispos a solicitude por todas as Igrejas, e confere-lhe a missão de ensinar, santificar e governar.

327. Qual é a missão do Bispo na Igreja particular que lhe foi confiada?

O Bispo, ao qual é confiada uma Igreja particular, é o princípio visível e o fundamento da unidade dessa Igreja, a favor da qual exerce, como vigário de Cristo, o ministério pastoral, coadjuvado pelos presbíteros e diáconos.

328. Qual é o efeito da Ordenação presbiteral?

A unção do Espírito assinala o presbítero com um caráter espiritual indelével, configura-o a Cristo sacerdote e torna-o capaz de agir em nome de Cristo Cabeça. Sendo cooperador da Ordem episcopal, ele é consagrado para pregar o Evangelho, para celebrar o culto divino, sobretudo a Eucaristia, da qual o seu ministério recebe a força, e para ser o pastor dos fiéis.

329. Como é que o presbítero exerce o seu ministério?

Embora seja ordenado para uma missão universal, ele exerce-a numa Igreja particular, em fraternidade sacramental com os outros presbíteros que formam o «presbitério» e que, em comunhão com o Bispo, e, em dependência dele, têm a responsabilidade da Igreja particular.

330. Qual é o efeito da Ordenação diaconal?

O diácono, configurado a Cristo servo de todos, é ordenado para o serviço da Igreja sob a autoridade do Bispo, em relação ao ministério da Palavra, do culto divino, da condução pastoral e da caridade.

331. Como se celebra o sacramento da Ordem?

Para cada um dos três graus, o sacramento da Ordem é conferido pela imposição das mãos sobre a cabeça do ordinando por parte do Bispo, que pronuncia a solene oração consecratória. Com ela, o Bispo invoca de Deus, para o ordinando, a especial efusão do Espírito Santo e dos seus dons, em ordem ao ministério.

332. Quem pode conferir este sacramento?

Compete aos Bispos validamente ordenados, enquanto sucessores dos Apóstolos, conferir os três graus do sacramento da Ordem.

333. Quem pode receber este sacramento?

Só o batizado de sexo masculino o pode receber validamente: a Igreja reconhece-se vinculada a esta escolha feita pelo próprio Senhor. Ninguém pode exigir a recepção do sacramento da Ordem, antes deve ser considerado apto para o ministério pela autoridade da Igreja.

334. É requerido o celibato a quem recebe o sacramento da Ordem?

Para o episcopado é sempre requerido o celibato. Na Igreja latina, para o presbiterado, são normalmente escolhidos homens crentes que vivem celibatários e têm vontade de guardar o celibato «pelo reino dos céus» (Mt 19,12). Nas Igrejas Orientais, não é consentido casar depois da Ordenação. O diaconado permanente pode ser conferido a homens já casados.

335. Quais são os efeitos do sacramento da Ordem?

Este sacramento dá uma especial efusão do Espírito Santo, que configura o ordenado a Cristo na sua tríplice função de Sacerdote, Profeta e Rei, segundo os respectivos graus do sacramento. A ordenação confere um caráter espiritual indelével: por isso não pode ser repetida nem conferida por um tempo limitado.

336. Com que autoridade é exercido o sacerdócio ministerial?

Os sacerdotes ordenados, no exercício do ministério sagrado, falam e agem não por autoridade própria, e nem sequer por mandato ou delegação da comunidade, mas na Pessoa de Cristo Cabeça e em nome da Igreja. Portanto o sacerdócio ministerial difere essencialmente, e não apenas em grau, do sacerdócio comum dos fiéis, para o serviço do qual Cristo o instituiu.

(Compêndio do Catecismo da Igreja Católica ... Questões 322 a 336)

terça-feira, 5 de julho de 2011

UNÇÃO DOS ENFERMOS

313. Como é vivida a doença no Antigo Testamento?

No Antigo Testamento, o homem doente experimenta os seus limites e ao mesmo tempo percebe que a doença está ligada misteriosamente ao pecado. Os profetas intuíram que a doença podia ter também um valor redentor em relação aos próprios pecados e aos dos outros. Assim, a doença era vivida perante Deus, da qual o homem implorava a cura.

314. Que sentido tem a compaixão de Jesus pelos doentes?

A compaixão de Jesus pelos doentes e as numerosas curas de enfermos são um claro sinal de que, com Ele, chegou o Reino de Deus e a vitória sobre o pecado, o sofrimento e a morte. Com a sua paixão e morte, Ele dá um novo sentido ao sofrimento, o qual, se unido ao seu, pode ser meio de purificação e de salvação para nós e para os outros.

315. Qual é o comportamento da Igreja em relação aos doentes?

A Igreja, tendo recebido do Senhor a ordem de curar os enfermos, procura pô-la em prática com os cuidados para com os doentes, acompanhados da oração de intercessão. Ela possui sobretudo um sacramento específico em favor dos enfermos, instituído pelo próprio Cristo e atestado por São Tiago: «Quem está doente, chame a si os presbíteros da Igreja e rezem por ele, depois de o ter ungido com óleo no nome do Senhor» (Tg 5,14-15).

316. Quem pode receber o sacramento da Unção dos enfermos?

Este sacramento pode ser recebido pelo fiel que começa a encontrar-se em perigo de morte por doença ou velhice. O mesmo fiel pode recebê-lo também outras vezes se a doença se agrava ou então no caso doutra doença grave. A celebração deste sacramento, se possível, deve ser precedida pela confissão individual do doente.

317. Quem administra este sacramento?

Só pode ser administrado pelos sacerdotes (Bispos ou presbíteros).

318. Como se celebra este sacramento?

A celebração deste sacramento consiste essencialmente na unção com óleo benzido, se possível, pelo Bispo, na fronte e nas mãos do doente (no rito romano, ou também noutras partes do corpo segundo outros ritos), acompanhada da oração do sacerdote, que implora a graça especial deste sacramento.

319. Quais são os efeitos deste sacramento?

Ele confere uma graça especial que une mais intimamente o doente à Paixão de Cristo, para o seu bem e de toda a Igreja, dando-lhe conforto, paz, coragem, e também o perdão dos pecados, se o doente não se pode confessar. Este sacramento consente por vezes, se for a vontade de Deus, também a recuperação da saúde física. Em todo o caso, esta Unção prepara o doente para a passagem à Casa do Pai.

320. O que é o Viático?

É a Eucaristia recebida por aqueles que estão para deixar esta vida terrena e se preparam para a passagem à vida eterna. Recebida no momento da passagem deste mundo ao Pai, a Comunhão do Corpo e Sangue de Cristo morto e ressuscitado é semente de vida eterna e potência de ressurreição.

(Compêndio do Catecismo da Igreja Católica ... Questões 313 a 320)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

ARQUIDIOCESE RESGATA BRASÃO HISTÓRICO

O brasão original da Arquidiocese de Salvador foi resgatado e a partir deste mês passa a ser usado em todos os documentos oficiais da instituição. A descoberta do brasão se deu logo depois da nomeação de Dom Murilo Kieger, scj como arcebispo de Salvador, através do especialista em heráldica, que é a arte de desenvolver brasões, Victor Hugo Carneiro Lopes. Aluno do Irmão Paulo Lachenmayer, monge beneditino a quem é atribuída a criação do brasão da Arquidiocese de Salvador, Lopes tinha uma cópia do material e a apresentou a Dom Murilo

“Desde a década de noventa, tinha contatos por carta e telefone com o Sr. Victor Hugo Carneiro Lopes, de Salvador. Já no dia de minha posse como arcebispo, em 25 de março de 2011, encontrei-me com ele. Dias depois, ele me informou que o tinha consigo, pois recebera de Irmão Paulo uma cópia do brasão original da Arquidiocese de São Salvador da Bahia. A meu pedido, entregou-me esse material e preparou um novo desenho, que é o que estamos usando” explica Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador.

O uso de brasões remonta à Idade Média. Através de um brasão se expressam valores, ideias e todo um modo de ser. Sua finalidade é semelhante às modernas logomarcas: identificar uma pessoa ou instituição. No caso da Arquidiocese de Salvador os elementos que compõem o ícone da arquidiocese apresentam profunda relação com própria cidade. “Vendo o brasão de nossa Arquidiocese, o que me chama a atenção é o destaque que dá ao nome da cidade – nome que se confunde com sua vocação e missão: Salvador. Essa ideia é expressa pelo globo terrestre, em cima do qual se vê a Cruz. Nosso brasão é, pois, um programa de vida e um incentivo a fazermos desta terra a terra do Salvador”, analisa o arcebispo.

Em um manuscrito de 1955, Ir. Paulo, o autor do brasão, o descreve assim: “Brasão de Armas da Arquidiocese Primacial do Brasil, “SSmi. Salvatoris”.. Escudo: Partido de azul e ouro, com um mundo entre-cambado. Insígnias: Mitra, cruz patriarcal e báculo. Comentário: Na terminologia heráldica, entende-se por mundo um globo com um cinto, e um arco na parte superior, rematado com uma cruzeta, que é o símbolo do Salvador do Mundo. Como tal, já foi aplicado nos pórticos laterais da antiga Sé primacial. Salvador, 27 de junho de 1955 – Ir. Paulo Lachenmayer, o.s.b.”

RECONCILIAÇÃO OU CONFISSÃO

296. Como é chamado este sacramento?

É chamado sacramento da Penitência, da Reconciliação, do Perdão, da Confissão, da Conversão.

297. Porque existe um sacramento da Reconciliação depois do Batismo?

Porque a nova vida da graça, recebida no Batismo, não suprimiu a fragilidade da natureza humana nem a inclinação para o pecado (isto é, a concupiscência), Cristo instituiu este sacramento para a conversão dos batizados que pelo pecado d'Ele se afastaram.

298. Quando foi instituído este sacramento?

O Senhor ressuscitado instituiu este sacramento quando, na tarde de Páscoa, se mostrou aos Apóstolos e lhes disse: «Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoardes os pecados serão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes serão retidos» (Jo 20, 22-23).

299. Os batizados têm ainda necessidade de conversão?

O apelo à conversão ressoa continuamente na vida dos batizados. Esta conversão é um empenho contínuo para toda a Igreja, que é santa mas contém pecadores no seu seio.

300. O que é a penitência interior?

É o dinamismo do «coração contrito» (Sal 51,19), movido pela graça divina a responder ao amor misericordioso de Deus. Implica a dor e a repulsa pelos pecados cometidos, o propósito firme de não mais pecar e a confiança na ajuda de Deus. Alimenta-se da esperança na misericórdia divina.

301. Como se manifesta a penitência na vida cristã?

A penitência manifesta-se de muitas maneiras, em especial pelo jejum, a oração e a esmola. Estas e muitas outras formas de penitência podem ser praticadas na vida quotidiana do cristão, especialmente no tempo da Quaresma e no dia penitencial de Sexta-feira.

302. Quais os elementos essenciais do sacramento da Reconciliação?

São dois: os atos realizados pelo homem que se converte sob a ação do Espírito Santo e a absolvição do sacerdote, que em Nome de Cristo concede o perdão e estabelece a modalidade da satisfação.

303. Quais são os atos do penitente?

São: um diligente exame de consciência; a contrição (ou arrependimento), que é perfeita, quando é motivada pelo amor a Deus, e imperfeita, se fundada sobre outros motivos, e que inclui o propósito de não mais pecar; a confissão, que consiste na acusação dos pecados feita diante do sacerdote; a satisfação, ou seja, o cumprimento de certos atos de penitência, que o confessor impõe ao penitente para reparar o dano causado pelo pecado.

304. Que pecados se devem confessar?

Devem-se confessar todos os pecados graves ainda não confessados, dos quais nos recordamos depois de um diligente exame de consciência. A confissão dos pecados graves é o único modo ordinário para obter o perdão.

305. Quando se é obrigado a confessar os pecados graves?

Todo o fiel, obtida a idade da razão, é obrigado a confessar os seus pecados graves ao menos uma vez por ano e antes de receber a Sagrada Comunhão.

306. Porque os pecados veniais podem ser também objeto da confissão sacramental?

A confissão dos pecados veniais é muito recomendada pela Igreja, embora não estritamente necessária, porque nos ajuda a formar uma consciência reta e a lutar contra as más inclinações, para nos deixarmos curar por Cristo e progredirmos na vida do Espírito.

307. Quem é o ministro deste sacramento?

Cristo confiou o ministério da reconciliação aos seus Apóstolos, aos Bispos seus sucessores e aos presbíteros seus colaboradores, os quais portanto se convertem em instrumentos da misericórdia e da justiça de Deus. Eles exercem o poder de perdoar os pecados no Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

308. A quem é reservada a absolvição de alguns pecados?

A absolvição de alguns pecados particularmente graves (como os punidos com a excomunhão) é reservada à Sé Apostólica ou ao Bispo do lugar ou aos presbíteros por ele autorizados, embora todo o sacerdote possa absolver de qualquer pecado e excomunhão a quem se encontra em perigo de morte.

309. O Confessor é obrigado ao segredo?

Dada a delicadeza e a grandeza deste ministério e o respeito devido às pessoas, todo o confessor está obrigado a manter o sigilo sacramental, isto é, o absoluto segredo acerca dos pecados conhecidos em confissão, sem nenhuma exceção e sob penas severíssimas.

310. Quais são os efeitos deste sacramento?

Os efeitos do sacramento da Penitência são: a reconciliação com Deus e portanto o perdão dos pecados; a reconciliação com a Igreja; a recuperação, se perdida, do estado de graça; a remissão da pena eterna merecida por causa dos pecados mortais e, ao menos em parte, das penas temporais que são consequência do pecado; a paz e a serenidade da consciência, e a consolação do espírito; o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão.

311. Quando se pode celebrar este sacramento com confissão genérica e absolvição coletiva?

Em casos de grave necessidade (como o perigo iminente de morte), pode-se recorrer à celebração comunitária da Reconciliação com confissão genérica e absolvição coletiva, respeitando as normas da Igreja e com o propósito de confessar individualmente os pecados graves no tempo oportuno.

312. O que são as indulgências?

As indulgências são a remissão diante de Deus da pena temporal devida aos pecados, já perdoados quanto à culpa, que, em determinadas condições, o fiel adquire para si ou para os defuntos mediante o ministério da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui o tesouro dos méritos de Cristo e dos Santos. 

(Compêndio do Catecismo da Igreja Católica ... Questões 296 a 312)

domingo, 3 de julho de 2011

INSCRIÇÕES PARA CURSOS DA PASTORAL CATEQUÉTICA

No mês de julho, a Pastoral Catequética inicia o curso Ler e Contar Histórias. As aulas serão ministradas durante cinco meses às quartas-feiras, das 18h30 às 20h, pela professora e catequista Regina Campana no Centro Arquidiocesano de Pastoral. O primeiro encontro acontece no dia 6 de julho.A partir do dia 7 de julho, é realizado o curso Dança e Coreografia. As aulas serão supervisionadas pela professora Nilza Santos, sempre às quintas-feiras, das 18h30 às 20h. As inscrições custam R$15,00 e a mensalidade R$20,00, cada curso. A matrícula pode ser feita pelo contato 4009-6628 ou através do e-mail catequesearquidiocesana@gmail.com.