quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

PAIXÃO X AMOR: QUAL A DIFERENÇA?

Aquele frio na barriga, pensar na pessoa o dia inteiro, não ver a hora de encontrar o(a) amado(a). O beijo tem sabor especial, abraçar a pessoa é como se o tempo parasse… Nossa! Quem namorou sabe o que é isso: Amor!

Aquela vontade de sair com os amigos… Puxa, como ela(e) fica chata(o) de vez em quando. Nossa, parece que está com TPM! Algumas atitudes dela(e) me irritam. Meu Deus! Parece que ela(e) não vai mudar nunca… Quem já namorou sabe o que é isso: Amor?

É, a diferença entre amor e paixão vem com o tempo. No início tudo é uma beleza, todos os sentimentos de paixão florescem – o que é natural. Mas depois chega a oportunidade de saber se o que sinto pela pessoa é verdadeiramente o amor, sentimento que se põe em evidência quando diminui a paixão.

“As pessoas acham que amor é sentimento. A primeira coisa chocante no namoro é justamente quando elas descobrem que o sentimento evapora”, afirma padre Paulo Ricardo.


Namoro: o que é, como acontece, onde vai dar?

Muitos casais vivem momentos de crise no namoro porque aquele sentimento do início não existe mais, mas é justamente aí que entra o amor, porque o relacionamento vai amadurecendo.

A nossa sociedade, por intermédio da mídia, foi sendo formada para associar o amor a algum tipo de prazer, e é justamente neste ponto que muitos casais decidem terminar o namoro com a desculpa de que não existe mais amor. No fundo, as pessoas querem viver de sentimento.


É apego ou amor o que sinto por você?

“Você vê aquele jovem casal que acabou se se conhecer na balada. Eles estão com os sentimentos à flor da pele, com os hormônios a todo vapor. Mas daí você vê aquele casal de velhinhos de 50 anos de casados. Eu pergunto: ‘Quem tem mais sentimento?’ Certamente o casal que acabou de se conhecer. Mas lhe faço outra pergunta: ‘Quem tem mais amor?’ É o casal que está casado há 50 anos. Tanto é verdade que, muitos destes casais casados há muito tempo, quando um deles morre o outro morre logo em seguida. Por quê? Porque o amor era tão forte que um já não conseguia viver sem o outro. Certamente com 50 anos de casados, muitos deles já não sentiam a ‘paixão’ um pelo o outro, mas existia o mais importante: o amor”, declara padre Paulo Ricardo.

Portanto, nós jovens precisamos aprender a ir além dos nossos sentimentos, amadurecer nos nossos relacionamentos como namorados, porque muitos casamentos estão se desfazendo não por falta de amor, mas por excesso de paixão, nos quais as pessoas querem só o prazer pelo prazer.

Você vive ou já viveu isso? Partilhe conosco.
 
FONTE: Site Destrave (Canção Nova)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

CRISTO ESTÁ REALMENTE NA EUCARISTIA?

José Luís de Melo Aquino – 3º ano Teologia
 
Como falar de um mistério, daquilo que a nossa razão não consegue penetrar? Somente fazendo curvar a razão e dandoMissa_Papa.jpg vazão à Fé. Assim, podemos destilar da doutrina Católica o princípio de que, para estudar teologia, devemos sempre partir da Fé, para depois aplicar o nosso intelecto e concluir sempre com um novo ato de Fé, pois, melhor parece ser amar aquilo que nos excede e compreender o que nos é inferior.
 
Sendo o mistério algo insondável para o nosso intelecto devemos crer, celebrá-lo, e dele viver considerando-o com os olhos da fé; fazendo dela e da razão, uma unidade. Ao longo do estudo, a Fé auxiliar-nos-á naquilo que a razão não alcança, no entanto, sem excluí-la.
 
Entre os mistérios que a Igreja Católica prega, um dos mais augustos e admiráveis é o da Transubstanciação, pois nele "está contido o Cristo inteiro sob cada espécie e sob cada parte de cada espécie".[1] Mas como? Somente é explicável por um milagre: toda a substância do pão se converte na substância do Corpo de Nosso Senhor e toda a substância do vinho na substância do Seu Preciosíssimo Sangue.
 
Pronunciadas as palavras da consagração - Isto é o meu Corpo; Este é o cálice do meu sangue - Nosso Senhor Jesus Cristo passa a estar presente instantaneamente[2] em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, sob as espécies do pão e do vinho. O que quer dizer "sob as espécies"? Nada mais, nada menos, opera-se o milagre da transubstanciação, a substância do pão e do vinho deixam de estar presentes dando lugar à substância do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, mas mantendo os acidentes do pão e do vinho, o que naturalmente é impossível, pois o que sustenta os acidentes é a substância. Uma vez que Procissao_Santissimo Sacramento.jpga substância do pão ou do vinho deixam de estar presentes os acidentes também deveriam desaparecer, mas na Eucaristia não se dá isso; os acidentes permanecem (cor, odor, etc.) e a substância muda,[3] "porque a Deus tudo é possível" (Mt 19,26).
 
Na Eucaristia, essa presença se dá de duas formas. Em primeiro lugar por força do sacramento, por outras palavras, na consagração da espécie do pão é dito: "Isto é o meu Corpo;" por virtude do sacramento ali está exclusivamente presente a substância do Corpo de Cristo. Da mesma forma em relação à espécie do vinho, é dito: "Este é o cálice do meu sangue..." sob essa espécie está presente exclusivamente a substância do Sangue de Cristo. Por outro lado, por razão de concomitância, ou seja, onde está presente um, está presente o outro, sob a espécie do pão está presente a substância do Corpo, como foi mostrado, mas também o Sangue a Alma e a Divindade, uma vez que não é possível separá-los.[4]
 
Portanto, quando recebemos a Eucaristia, é a Ele próprio que recebemos. Aquele mesmo que nas ruas da Galiléia curava os doentes, os coxos, os paralíticos... Aquele mesmo que Se deixou crucificar, "o Justo pelos injustos" (1Pedro 3, 18) a fim de salvar-nos; "Só" isso? Não! O próprio Deus Uno e Trino vem habitar-nos, mas este, será tema para um nova artigo.[5]
 
Tão grandioso mistério, não podemos compreender, mas nossa Fé nos assegura. "Quod non cápis, quod non vídes, animósa fírmat fídes, praetes rérum órdinem".[6]
 
Notas:
[1] DS 1653.
[2] Cf. S.Th. III q.75, a.7.
[3] Cf. S. Th. III q.77, a.1.
[4] Cf. Contra Gentiles, 4, 64; III, q. 76, a. 1.
[5] Cf. VVAA. Lexicon dicionário teológico enciclopédico. Trad. João Paixão Netto; Alda da Anunciação Machado. São Paulo: Edições Loyola, 2003. Pág. 108-110.
[6] Cf. Missal Romano: I lecionário dominical. São Paulo: Edições Loyola, 2003. Pág. 985.
 
FONTE: Site Arautos do Evangelho

domingo, 27 de janeiro de 2013

LUTO


 
VAMOS ORAR PELOS FAMILIARES QUE PERDERAM SEUS FILHOS, PARA QUE O SENHOR CONSIGO CONFORTAR UM POUCO ESSA DOR.

SAIBA O QUE ACONTECEU

É APEGO OU AMOR O QUE SINTO POR VOCÊ?

Conteúdo enviado pelo internauta Thiago Thomaz PucciniCreio que sempre é momento para se perguntar sobre a autenticidade do amor que se sente pelo outro: afinal, eu amo ou eu sou apegado à(ao) minha(meu) namorada(o)?

Esse questionamento confunde a todos, principalmente quando se está dentro de uma situação onde se faz o papel da pessoa apegada. Por isso, antes de tudo, é necessário esclarecer o que é apego nesse contexto, bem como o amor.

O apego surge quando há uma paixão sem limites por alguém. Agarramo-nos ao outro de modo exagerado e ele se torna o centro de nossa vida, então, esquecemo-nos de nós praticamente. É, por exemplo, uma vontade de controlar a(o) parceira(o), querendo saber o que ela(e) está fazendo, onde está e com quem.

Isso é capaz de gerar desconfiança, medo demasiado de perder o(a) namorado(a), ciúme imperativo, entre outros sentimentos desconfortáveis.

Por outro lado, o amor nos conduz à liberdade, ao domínio sobre nós mesmos. É como uma verdadeira amizade – e isso é essencial no namoro. Quando se é amigo de alguém, respeita-se o espaço do outro, dando a ele a oportunidade de ir ao nosso encontro. Logo, o afeto nasce e a relação desabrocha por si só. Sem pressões, sem receio.

Como é possível fazer alguém feliz, se não é deixado um espaço para o outro seguir seus próprios passos?

O trecho “Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão” (Gal 5,1) se encaixa bem neste contexto. O apego é como uma corrente que nos aprisiona ao mundo das emoções.

É claro que se concluir que existe grande apego pela(o) namorada(o), nem sempre é necessário terminar. Basta refletir, criar coragem e mudar a situação.
Namorar é caminhar junto de alguém que foi escolhido legitimamente e séria. E para namorar é preciso ser livre. Porém, como diz o Professor Felipe Aquino em seu livro, “Namoro”, “você não estará livre enquanto qualquer amarra o impedir de caminhar”.

Por isso, busquemos a própria liberdade e assim traremos a liberdade para o outro. Aprendamos a amar!
 
FONTE: Site Destrave (Canção Nova)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

CONVERSÃO DE SÃO PAULO


Conversão de São PauloO apóstolo dos gentios e das nações nasceu em Tarso. Da tribo de Benjamim, era judeu de nação. Tarso era mais do que uma colônia de Roma, era um município. Logo, ele recebeu também o título de cidadão romano. O seu pai pertencia à seita dos fariseus. Foi neste ambiente, em meio a tantos títulos, que ele foi crescendo e buscando a palavra de Deus.

Combatente dos vícios, foi um homem fiel a Deus. Paulo de Tarso foi estudar na escola de Gamaliel, em Jerusalém, para aprofundar-se no conhecimento da lei e buscava colocá-la em prática. Nessa época, conheceu o Cristianismo, que era tido como um seita. Tornou-se, então, um grande inimigo dele; tanto que a Palavra de Deus testemunha que, na morte de Santo Estevão, primeiro mártir da Igreja, ele fez questão de segurar as capas daqueles que apedrejam Estevão, como uma atitude de aprovação. Autorizado, buscava identificar cristãos, prendê-los, enfim, acabar com o Cristianismo. O interessante é que ele pensava estar agradando Deus. Ele fazia seu trabalho por zelo, mas de maneira violenta, sem discernimento. Era um fariseu que buscava a verdade, mas fechado à Verdade Encarnada. Mas Nosso Senhor veio para salvar todos.

Encontramos, no capítulo 9 dos Atos dos Apóstolos, o testemunho: “Enquanto isso, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Apresentou-se ao príncipe dos sacerdotes e pediu-lhes cartas para as sinagogas de Damasco, com o fim de levar presos, a Jerusalém, todos os homens e mulheres que seguissem essa doutrina. Durante a viagem, estando já em Damasco, subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: 'Saulo, Saulo, por que me persegues?'. Saulo então diz: 'Quem és, Senhor?'. Respondeu Ele: 'Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro te é recalcitrar contra o aguilhão'. Trêmulo e atônito,
disse Saulo: 'Senhor, que queres que eu faça?' respondeu-lhe o Senhor: 'Levanta-te, entra na cidade, aí te será dito o que deves fazer'. O interessante é que o batismo de Saulo é apresentado por Ananias, um cristão comum, mas dócil ao Espírito Santo.

Hoje estamos comemorando o testemunho de conversão de São Paulo. Sua primeira pregação foi feita em Damasco. Muitos não acreditaram, mas ele perseverou.

São Paulo de Tarso, rogai por nós!


FONTE: Site Canção Nova - Santo do Dia