segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ELIANA RIBEIRO FAZ SHOW EM SALVADOR

A segunda edição do Evangeliza Salvador traz para a capital baiana a cantora católica Eliana Ribeiro e os missionários da Canção Nova. Para animar o público, o portal da Arquidiocese Salvador abre espaço para os internautas fazerem perguntas para a cantora. Basta enviar a questão para: contato@arquidiocesesalvador.org.br com o nome, cidade, e-mail e depois conferir a entrevista colaborativa. O show acontece no dia 15 de outubro, a partir das 17h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA). Os ingressos custam R$ 30 e já podem ser adquiridos na bilheteria do TCA e nos SAC’s dos shoppings Iguatemi e Barra. Mais informações pelo telefone (71) 3381-4656.

domingo, 11 de setembro de 2011

INSTITUTO FEMININO ABRE INSCRIÇÕES PARA CANTO CORAL

O Instituto Feminino da Bahia, através do Núcleo Arquidiocesano de Música Sacra Pedro Irineu Jatobá, está com inscrições abertas para o Projeto Movimento Coral na Bahia – « Quem canta é mais feliz!», voltado para cantores amadores. Os interessados devem entrar em contato com o Instituto, localizado na Rua Monsenhor Flaviano, 02 – Politeama e pagar uma taxa no valor de R$10. Os encontros serão realizados às terças e quintas-feiras, das 16h às 18h. Mais informações pelos telefones (71) 3329-5522 / 3321-4738 / 9967-2252.

sábado, 10 de setembro de 2011

ARQUIDIOCESE REALIZA CURSO SOBRE PRODUÇÃO DE EVENTOS

Com o objetivo de capacitar quem deseja atuar com produção de eventos, a Arquidiocese de Salvador vai realizar no dia 17 de setembro, das 8h às 17h30, mais uma edição dos Cursos Rápidos de Iniciação à Comunicação (CRIAC). As inscrições custam R$ 50 e podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na Pastoral de Comunicação (Pascom), localizada na Avenida Leovigildo Filgueiras, 270 – Garcia. É importante lembrar que estudantes e pessoas com mais de 60 anos pagam a metade do valor da inscrição.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

SEPARAR DO PECADO O PECADOR

Imagem de Destaque
     
           Não podemos fazer do pecado um projeto de vida


Na Carta Encíclica “Spe Salvi”, o Papa Bento XVI diz que o juízo de Deus é para nós fonte de esperança. Como coisas tão trágicas – como o inferno e o juízo de Deus – podem trazer esperança? Existem pregadores que não querem falar do inferno e dizem que Deus é amor, misericórdia, por isso como poderia existir o inferno. Isso é artimanha do diabo: transformar a confiança em Deus em presunção, ou seja, a pessoa não leva a sério suas responsabilidades porque tem a presunção de que será perdoada! 

Nunca pregamos tanto a misericórdia de Deus e estivemos tão atolados em pecados como agora, tudo isso por causa da presunção. E assim muitos pensam: “Se o inferno não existe, o que tem se eu roubar esse dinheiro?” Se não acreditamos mais na existência do inferno nos transformamos em pessoas para além do bem e do mal. O pecado é aquilo que me destrói, me faz uma pessoa pior, e eu não posso agora usar a misericórdia de Deus para justificar minha destruição.

A mãe ama seu filho, mas odeia o pecado que o destrói. Nós que somos seguidores do Deus, que é Amor, temos de alimentar em nosso coração um amor infinito pelos pecadores e ódio supremo pelo pecado. Temos de ser capazes de dividir essas duas realidades. 

A grande diferença entre o cristão e o não cristão, no campo moral, é que o cristão peca e odeia o seu pecado, e o não cristão peca e faz do pecado um projeto de vida, um jeito de viver.

Nós precisamos usar essa espada que divide pecado e pecador. Nós amamos nossos irmãos pecadores, mas odiamos o [pecados] que eles fazem. O sacerdote atende os fiéis em confissão, sentado, porque ali ele age como um juiz, para absolver o pecador.

Santo Isaac de Nínive dizia o seguinte: “O homem que chora os próprios pecados é maior que este que ressuscita os mortos”. Por quê? Quando você chora os próprios pecados o Reino de Deus está acontecendo em você. Existem pessoas com o coração fechado, fechadas para Deus e para a bondade. Pessoas assim, soberbas, duras, não se dobram ao Senhor. E também há pessoas como nós, que temos esse coração medíocre, somos honestos, mas de vez em quando mentimos; nós rezamos, mas de vez em quando perseguimos quem reza; perdoamos, mas também guardamos mágoa. Imagine se vamos entrar no céu com um coração assim? Não pode ser! 

De nada nos adianta dizermos que amamos a Deus Pai se não odiarmos os nossos pecados para sermos d'Ele. Se você se arrepende dos pecados, o Todo-poderoso precipita o pecado no inferno e salva o pecador. Nós precisamos chegar no céu com o coração transformado, e isso é misericórdia de Deus para nós.

O inferno existe não porque Deus não é misericórdia, mas porque somos livres para voltarmos nossas costas para o Senhor. Então leve a sério a sua vida, tenha medo de perder Deus! Ao mesmo tempo, devemos ter infinita confiança n'Ele, confiança de que Ele não morreu inutilmente e de que Ele fará de tudo para nos salvar.

Por isso, ninguém está autorizado a parar de pregar sobre a existência do inferno. O julgamento de Deus Pai nos fins dos tempos é para nós fonte de grande esperança. Nosso Senhor quer nos salvar. Se você vê que na sua família há pessoas fazendo do pecado um projeto de vida, ajude-as a sair desse mal.

(Texto adaptado da pregação de setembro de 2010).
Padre Paulo Ricardo

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

PÁTRIA E BÍBLIA

Imagem de Destaque
    
Nunca teremos uma Pátria de irmãos se não contarmos com a Palavra

O relacionamento fraterno constrói uma sociedade mais justa e saudável para todos. É a Palavra bíblica que educa as pessoas para o diálogo, para a relação fraterna e para uma Pátria verdadeiramente de paz. Não basta celebrar a Semana da Pátria e mês dedicado à Bíblia se não há comprometimento com a felicidade e a vida de todo o povo.

O Brasil tem experimentado diversos tipos de avanços. Em muitos deles não conseguimos sentir verdadeiros sinais de vida digna. O "Grito dos Excluídos" do Sete de Setembro ainda acontece de forma abafada, porque muita gente continua excluída, sem as condições reais de cidadania e de valores nos campos sociais, políticos e econômicos.

A Bíblia provoca atitudes de luta, de força em prol da justiça e de denúncia dos responsáveis pela prática das injustiças. Ela é como sentinela que aponta para direções justas. Seu objetivo é salvar a vida do povo. É a voz de Deus que vem importunar os mecanismos que favorecem determinados grupos privilegiados.

Almejamos uma Pátria de amor, porque onde há amor, não pode existir a prática do mal. É a justiça do Reino de Deus, no cumprimento e na fidelidade ao projeto querido por Deus. É o Reino do perdão, da acolhida e da reintegração das pessoas na comunidade. Faz pensar num pastor de ovelhas que, quando perde uma delas, vai à sua procura até encontrá-la.

Nunca teremos uma Pátria de irmãos se não contarmos com os ensinamentos da Bíblia. Ela é Palavra de Deus que anuncia princípios de fraternidade, de honestidade, de transparência e de tudo que leva à vivência do bem. O país precisa garantir e cultivar a justiça para que seu povo tenha vida e liberdade plena.

Corremos o perigo de uma religião fácil, sem compromisso com a criação e com os Mandamentos da Sagrada Escritura. Qualquer ofensa a alguém é romper com a vida de todos na comunidade. Por isso temos que lançar mão dos instrumentos que integram na prática da convivência e no valor da vida no país.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo diocesano de São José do Rio Preto