domingo, 23 de maio de 2010

DONS DE SANTIFICAÇÃO


A nossa vida espiritual tem duas dimensões, primeiro uma dimensão voltada para dentro de nós e depois outra voltada para fora. Na primeira dimensão voltada para dentro é a dimensão da nossa santificação, é a busca da nossa santificação, a busca do nosso retorno para Deus, é a luta contra o pecado e contra tudo que esconde em nós a imagem e semelhança de Deus.
E isto é uma tarefa que supera as forças naturais, e que é preciso a força de Deus. E nisso Deus nos socorre com os chamados dons infusos ou dons de santificação, desde o batismo recebemos esses dons, que a Igreja chama de sete dons, mas não necessariamente precisa ser sete: fortaleza, piedade, sabedoria, conhecimento, conselho, entendimento e temor de Deus. Esses dons fazem crescer em nós a graça do batismo que recebemos como semente para que a medida que a criança vá crescendo também vá crescendo as coisas de Deus nela.


PENTECOSTES









Era para os judeus uma festa de grande alegria, pois era a festa das colheitas. Ação de graças pela colheita do trigo. Vinha gente de toda a parte: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada festa das sete semanas por ser celebrada sete semanas depois da festa da páscoa, no qüinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa "qüinquagésimo dia".




No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinqüenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4). As primícias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se converteram e foram recolhidos para o Reino. Quem é o Espírito Santo?

O prometido por Jesus: "...ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (At 1,4-5).

Espírito que procede do Pai e do Filho: "quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho..." (Jo 15 26-27). O Espírito Santo é Deus com o Pai e com o Filho. Sua presença traz consigo o Filho e o Pai. Por Ele somos filhos no Filho e estamos em comunhão com o Pai.

retirado do site http://wiki.cancaonova.com/index.php/Pentecostes

segunda-feira, 17 de maio de 2010

MULHER SUBLIME


Nós varões todos –  penso estar falando pela maioria – temos dentro de nós o perfil da mulher perfeita. É a mulher dos sonhos, que encaixa no quadro de uma vida cheia de ideais e de grandes realizações. Tem características de um arquétipo motivador. Mesmo quando elas criticam os homens, elas são benéficas. Pois nos põem para frente. Sua presença  benfazeja não acontece somente no âmbito familiar, mas também na pastoral, na literatura, na busca da santidade de vida, e na educação. Entretanto, tal sonho, umas tantas vezes se esboroa diante da dura realidade concreta do cotidiano, que não se afina ao esperado.
A mãe de Jesus, no entanto, foi a mulher que correspondeu em plenitude à expectativa da raça humana. Maria é a “bendita entre todas as mulheres” (Lc 1, 42), mãe que mostrou coragem, por “ficar de pé junto à cruz” (Lc 21, 36) e ser bendita “porque acreditou” (Lc 1, 45). Quero mostrar duas razões que comprovam a sublimidade dessa filha de Israel, que foi aquinhoada por Deus com favores, não concedidos a mais ninguém neste mundo. A primeira é de ordem biológica. A maioria dos seres vivos é proveniente da confluência do espermatozóide (masculino), e do óvulo (feminino) da fusão dessas duas células, cada uma com sua carga genética específica, nasce um novo ser, parecido, mas diferente de seus genitores. Jesus, porém, “foi concebido pelo poder do Espírito Santo” (Lc 1, 35), e não teve concurso masculino. Na sua natureza humana, Jesus foi inteiramente, engendrado pela carga genética de Maria. Por isso Ele deverá ter sido extremamente parecido com Maria, e herdado o seu jeito, e suas características. A segunda razão de sua importância excepcional é de ordem exemplar.  Você já observou que, contrariamente a toda a humanidade, Jesus nunca pagou tributo à guerra de gêneros? Jamais de seus lábios saiu qualquer ensinamento desairoso contra as mulheres. Suas parábolas nunca trataram as filhas de Deus com desdém. Mas nos seus ensinamentos elas são apresentadas de maneira simpática, e até grandiosa. Nem  no trato com as pessoas, Jesus foi grosseiro para com qualquer mulher. De onde viria isso? É de sua experiência familiar, onde Ele viu na sua mãe uma mulher extremamente querida, mas ao mesmo tempo objetiva, trabalhadeira, firme e aberta para a vida em Deus. Foi uma transferência psicológica, que facilitou a Jesus alçar para uma grande dignidade todas as mulheres da terra.

Dom Aloísio Roque Oppermann

PEDOFILIA: IGREJA E SOCIEDADE

         Estão sendo denunciados, com inusitada freqüência, casos de pedofilia entre membros do clero. É triste e vergonhoso, mas é verdade. Provocam indignação ainda maior por causa da confiança depositada nessas pessoas e pela responsabilidade educativa que é traída.
            Eles vêm engrossar as fileiras de adultos que ficam próximos de crianças e de adolescentes, no convívio familiar, ou por razões profissionais (saúde, educação, esporte, etc.) e deles abusam sexualmente, às vezes usando a mais odiosa violência, como os noticiários não cessam de relatar. A pornografia infantil que se difunde, como mancha de óleo, pelo mundo, alerta sobre as reais dimensões do problema.
            É possível que em outras épocas, sexualmente menos “liberadas”, o problema não fosse tão freqüente ou, talvez, fosse menos visto e denunciado. É necessário agir para preservar as crianças e os adolescentes de graves danos, às vezes irreparáveis, à sua personalidade em formação.
            A Igreja responde a esses desafios, de um lado, acelerando os procedimentos para afastar de seus quadros os membros pedófilos, com a pena da perda do estado sacerdotal. De outro lado, procura fazer com que cada sacerdote se identifique mais intensamente com Cristo e compartilhe de seus sentimentos e pensamentos, para ter suas mesmas atitudes, como o apóstolo Paulo nos admoesta. As tristes notícias das últimas semanas ajudarão a Igreja a purificar-se e a ficar mais atenta à formação do clero.   
            A Igreja é santa e pecadora diziam os Padres da Igreja dos tempos antigos. Ela tem consciência da fragilidade humana, da existência de contradições entre os seus membros, mas conhece a presença do Espírito Santo no seu seio e a possibilidade de sua vitória sobre o mal e sobre a morte.
Alguns pedófilos se tornaram sacerdotes, outros estão em âmbitos, religiosos ou não, em diversas profissões. De acordo com estudiosos, a maioria age no círculo das relações familiares. Por isso, não há nenhum nexo entre pedofilia e celibato.
            A pronta ação da justiça retira de circulação os elementos que ameaçam o bem da sociedade e inibe a multiplicação de comportamentos anti-sociais. Mas, talvez, se façam necessárias ações no plano da cultura e na educação das novas gerações, para delinear de maneira mais clara a linha que separa a liberdade de pessoas, que parece não tolerar limites, e a necessidade de respeitar as crianças e os adolescentes, ajudando-os a crescer positivamente rumo à maturidade, com equilíbrio e justiça. 
            Pode-se compreender a veemência com a qual os meios de comunicação tratam da pedofilia de alguns sacerdotes, na maioria das vezes como fruto da indignação de quem da Igreja esperava algo melhor. Pode ser que para alguns, esta seja ocasião de atacar uma realidade que é percebida como espécie de consciência moral da sociedade, que incomoda com sua insistência em recordar as injustiças contra os pobres, as violências contra inocentes e indefesos.
            Em alguns casos, é possível até não estar tão equivocado o senador italiano, o filósofo agnóstico Marcelo Pera quando, num artigo publicado em “Il Corriere della Sera” de 17 de março passado, escreveu: “Trata-se de uma guerra entre o laicismo e o cristianismo (...)”. O que importa não é o bem das crianças, mas a possibilidade de arranjar argumentos, mesmo que grosseiros, para insinuar que todos os sacerdotes são pedófilos, portanto a Igreja não ter autoridade moral e o cristianismo ser um engano e um perigo. Em seguida, o senador manifestava sua preocupação, porque no passado, quando se tentou destruir a religião, a democracia se perdeu e a razão ficou destruída.
            Diante dessas circunstâncias, a Igreja aposta na punição dos culpados e no redobrado dom, generoso e total, de muitos sacerdotes e religiosos, testemunhas da beleza e da paz, da justiça e do bem que se encontra em Jesus Cristo. Esperamos que, desse modo, em nosso tempo, o esplendor da santidade de alguns possa fazer chegar o abraço de Cristo ao povo de nossas cidades, curando males, renovando esperança, trazendo alegria à humanidade ferida.
Dom Geraldo M. Agnelo - Cardeal Arcebispo de Salvador

domingo, 16 de maio de 2010

POR QUE REZAR O TERÇO?



Olá galera, hoje vamos falar de uma oração muito simples da Igreja, mas muito poderosa: O Santo Terço. Ninguém é obrigado a rezar o terço, pois ele é uma devoção, mas todos aqueles que o rezam podem perceber os efeitos. Tem gente que não reza com a desculpa que se distrai muito e por isso “se é para rezar mal, é melhor não rezar”. Aí é que está o engano: pois quem dá a eficácia do terço não somos nós, mas é Maria. O papa João XXIII sempre dizia: “o pior terço é aquele que não se reza”. Por isso, mesmo que nos distraiamos, pior seria não rezar. São lindas as promessas de Nossa senhora para aqueles que rezam o terço e em todas as suas aparições ela diz que a oração do terço é capaz de trazer conversão ao mundo e a Paz. Eu ando sempre com meu terço, tenho um na minha bolsa, outro embaixo do travesseiro pra no caso de eu acordar durante a noite, outro no meu trabalho, assim, sempre que dá estou rezando. Pra você que quer rezar mas não sabe, pode aprender a rezar logo abaixo:




COMO REZAR O TERÇO:

1. Segurando o Crucifixo, fazer o Sinal da Cruz e em seguida rezar o Creio.
2. Na primeira conta grande, recitar um Pai Nosso.
3. Em cada uma das três contas pequenas, recitar um Ave Maria.
4. Recitar um Glória antes da seguinte conta grande.
5. Anunciar o primeiro Mistério do Rosário do dia e recitar um Pai Nosso na seguinte conta grande.
6. Em cada uma das dez seguintes contas pequenas (uma dezena) recitar um Ave Maria enquanto se faz uma reflexão sobre o mistério.
7. Recitar um Glória depois das dez Ave Marias.
8. Cada uma das seguintes dezenas é recitada da mesma forma: anunciando o correspondente mistério, recitando um Pai Nosso, dez Ave Marias e um Glória enquanto se medita o mistério.
9. Ao se terminar o quinto mistério o Rosário costuma ser concluído com a oração da Salve Rainha.

Em cada dia da semana se comtempla um mistério:
Mistérios gozosos (segunda-feira e sábado)
1º - Anunciação do anjo São Gabriel a Nossa Senhora (Lc 1,26-38)
2º - Visita de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel (Lc 1,39-56)
3º - Nascimento de Jesus em Belém (Lc 2,1-21)
4º - Apresentação do Menino Jesus no templo (Lc 2,22-40)
5º - Encontro de Jesus no templo entre os doutores da lei (Lc 2,41-52)
Mistérios luminosos (quinta-feira)
1º - O batismo de Jesus no Jordão (Mt 3,13-17)
2º - O 1º milagre nas bodas de Cana (Jo 12,1-12)
3º - O seu anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão (Mc 1,15 * Mc 2,3-13 * Lc 7,47-48 * Jo 20, 22-23)
4º - A sua transfiguração (Lc 9,28-36)
5º - A instituição da Eucaristia (Jo 13,1-20)
Mistérios dolorosos (terça-feira e sexta-feira)
1º - Agonia mortal de Jesus no horto das Oliveiras (Mt 26,36-46)
2º - Flagelação de Jesus atado à coluna (Mt 27,11-26)
3º - Coroação de espinhos de Jesus (Mt 27,27-31)
4º - Subida dolorosa do Calvário (Jo 19,17-24)
5º - Crucificação de Jesus (Jo 19,25-37)
Mistérios gloriosos (quarta-feira e domingo)
1º - Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 20,1-18)
2º - Ascensão gloriosa de Jesus Cristo ao céu (At 1,4-11)
3º - Descida do Espírito Santo sobre os apóstolos (At 2, 1-13)
4º - Assunção gloriosa de Nossa Senhora ao céu (Sl 44,11-18)
5º - Coroação de Nossa Senhora no céu (Ap 12,1-4)