sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O SER HUMANO

No princípio da História, o homem e a mulher descobriram o fogo, inventaram a roda e submeteram os animais a seu poder. Moraram em cavernas e construíram abrigos que os protegiam do sol, da chuva e do vento. Ao longo do tempo, transformaram suas refeições em momentos de confraternização e alegria, revelaram o seu bom gosto através de roupas e de obras de arte, e aperfeiçoaram a comunicação. Tentando traduzir seus sentimentos mais delicados, passaram a expressar-se por meio da poesia e da pintura, da escultura e da música, da dança e do teatro. Estabeleceram limites à ação de cada pessoa na vida da comunidade e fizeram da liberdade uma bandeira, dispondo-se a dar a vida para permanecerem livres.

Mas que desconcertante ser é o homem e a mulher! Hoje, ao mesmo tempo em que passam vários anos dentro de um laboratório à procura de uma vacina que lhes dê a vitória sobre uma doença julgada incurável, dedicam-se igualmente a descobrir uma arma que mate mais pessoas em menos tempo, e orgulham-se de seu poder de exterminar em poucos segundos esse mundo que tanto amam.

Escrevem inúmeros livros sobre a beleza da flor, o voo dos pássaros e o pôr do sol e, ironicamente, suas cidades são marcadas pela poluição – e a natureza, que os serve, é sistematicamente arrasada. Capazes de amar apaixonadamente, concentram todos os seus recursos no desconhecido que se perdeu na floresta e deixam, a seu lado, milhares de pessoas morrerem de fome. Pesquisam a matéria, desintegram o átomo e debruçam-se sobre sua própria mente; fascinam-se com os recursos da tecnologia, enviam robôs para outros planetas e maravilham-se com o próprio poder; no entanto, se escravizam à matéria. As realizações de sua inteligência superam o poder criativo de sua própria imaginação. Lançam metas, para superá-las em tempo inferior ao que se deram.

Presos a um mundo de contradições, descobrem, em si próprios, facetas desconhecidas. Se um incêndio domina um prédio, se uma criança está ameaçada de ser arrastada pelas águas ou um morro se transforma em lama e desce por favelas e cidades, surgem inúmeros homens e mulheres que se transformam em heróis, que comandam ações, arriscam suas vidas e fazem do sofrimento alheio sua própria dor. Pouco depois, esses mesmos homens e mulheres são capazes de atos de maldade inimagináveis: matam uma criança no ventre materno, roubam dinheiro destinado à saúde dos mais pobres e eliminam a vida de quem os fechou no trânsito.

Sendo ao mesmo tempo um abismo de bondade e de miséria, procuram o bem que lhes escapa (“não faço o bem que quero”, diria São Paulo) e sentem-se dominado pelo mal que detestam (“mas faço o mal que não quero”). Essa dilaceração interna os obriga a lutar pela própria unidade a cada dia e a buscar a sua identidade a cada passo.

“Quem me livrará deste corpo mortal?” A pergunta do apóstolo Paulo passa a ser a de cada homem e mulher. O sonho da paz, nesta vida marcada por riscos e aventuras, parece não passar de bela utopia. Profundamente insatisfeitos, apelam para deuses criados à sua imagem e semelhança, e os adoram. No entanto, não ouvem o apelo do Deus verdadeiro, que tanto os ama que lhes dá seu próprio Filho: “Jesus Cristo, existindo em forma divina, não se apegou ao ser igual a Deus, mas despojou-se, assumindo a forma de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano. E encontrado em aspecto humano, humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte – e morte de cruz!” (Fl 2,6-8). Tendo percorrido os caminhos da humanidade, o Salvador se apresentou como “Caminho, verdade e vida”. Ele é o único que tem condições de saciar a fome de infinito, profundamente enraizada no coração humano.

Sem concorrentes na criação, o homem e a mulher são capazes de estabelecer com seu Senhor um relacionamento pessoal e amoroso. Mas são também as únicas criaturas que podem lhe dizer um “Não”, e repeti-lo ao longo de toda uma vida.
Que estranho, desconcertante e maravilhoso ser é o homem e a mulher! Que estranho, desconcertante e maravilhoso ser é você!

Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil

FONTE: http://www.arquidiocesesalvador.org.br/artigos/o-ser-humano/

CONFERÊNCIA SOBRE SÍNDROME PÓS-ABORTO

A Pastoral na UCSal (PnU) e a Pastoral Familiar da Arquidiocese de Salvador promovem a Conferência sobre Síndrome Pós-aborto, nos dias 17 e 18 de março. O evento acontecerá no Campus da Federação (Avenida Cardeal da Silva) e contará com a presença da professora e mestre Isaura Cunha, pós-graduada no Weston Jesuit School of Theology e assistente pastoral na Diocese de Boston (EUA). O investimento é de R$ 15. Confira a programação:


Dia 17/03, das 9h às 12h – Tema: “Orientação em casos de Síndrome Pós-aborto” – Direcionado aos padres, médicos, religiosos, psicólogos, assistentes sociais, seminaristas e agentes e pastoral.

Dia 18/03, das 15h às 18h – Mesa-Redonda – Tema: “Pós-aborto: implicações e Síndrome”. Participarão da mesa a Profa Me. Isaura Cunha, o Bispo da Diocese de Camaçari, Dom João Carlos Petrini, e o Prof Dr. Camilo Colani.

FONTE: http://www.arquidiocesesalvador.org.br/noticias/conferencia-sobre-sindrome-pos-aborto-sera-nos-dias-17-e-18-de-marco/

domingo, 23 de fevereiro de 2014

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DAS DORES CELEBRA MEMÓRIA DO PADRE MATHON

A Paróquia Nossa Senhora das Dores (Lobato) promove, nos dias 24 e 25 de fevereiro, uma exposição sobre a vida do padre Mathon, fundador da Pastoral da Juventude na Arquidiocese de Salvador. A iniciativa acontecerá no salão da Comunidade Matriz, das 14h às 18h. Já no dia 26, será celebrada uma Missa em memória aos quatro anos de falecimento do sacerdote, às 19h30, na Comunidade São João Maria Vianney (Rua Monteiro Lobato, 04 – Jardim Lobato). Mais informações pelo telefone 3392-1891 (secretaria paroquial).

FONTE: http://www.arquidiocesesalvador.org.br/noticias/paroquianos-do-lobato-participam-de-missa-em-memoria-de-padre-mathon

PAPA FRANCISCO PROCLAMA 19 NOVOS CARDEAIS

A cerimônia, que teve duas horas, é uma das mais solenes da Igreja.

O papa entrega o solidéu ao cardeal italiano Beniamino Stella (E) durante cerimônia.
O papa Francisco proclamou neste sábado (22), durante uma cerimônia solene na basílica de São Pedro, que contou com a presença do papa emérito Bento XVI, os 19 primeiros cardeais de seu pontificado, incluindo o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta.

"A igreja precisa de nós para que sejamos homens de paz e construamos a paz", afirmou o papa aos novos cardeais, antes de pedir que tenham "valor" e "compaixão" ante "a dor e o sofrimento de tantos países do mundo".

Francisco compareceu à imensa basílica para a "criação" (termo religioso) dos primeiros cardeais de seu pontificado, inaugurado em março de 2013.

A cerimônia, que teve duas horas, uma das mais solenes da Igreja, contou com a presença de do papa emérito Bento XVI , de 86 anos, que retornou à basílica de São Pedro pela primeira vez para um ato público.

Vestido de branco e um pouco curvado, o primeiro papa a renunciar em sete séculos, chamava a atenção na primeira fila ao lado dos demais cardeais, alguns designados por ele, que usavam a tradicional vestimenta vermelha.

Os dois pontífices, em um fato extraordinário na história recente da Igreja, trocaram um abraço caloroso.

O ritual começou com a tradicional frase em latim para a "criação de cardeais" pelo papa, que vestia simples paramentos brancos com alguns adornos dourados.

Entre os 19 novos cardeais, 16 têm direito a voto em caso de conclave para a eleição de um novo pontífice, incluindo o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta.

Três dos 19 novos "príncipes da Igreja" não são eleitores, já que têm mais de 80 anos.

Um deles, Loris Francesco Capovilla, de 98 anos, secretário privado do papa João XXIII, figura emblemática da renovação da Igreja em meados do século XX, não compareceu à cerimônia por motivos de saúde.

Cerimônia comovente

Os novos cardeais receberam das mãos do papa um anel, símbolo do novo compromisso universal com a Igreja, e o solidéu cardinalício, vermelho como o sangue dos mártires que deram a vida para defender a fé.

Os novos purpurados vestiam os trajes solenes vermelhos litúrgicos e estavam emocionados, em particular os seis latino-americanos, região de Francisco e que abriga metade dos católicos no mundo, mas que possui uma representação pequena na hierarquia da Igreja.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, estava à frente da grande delegação do país que acompanhou a cerimônia.

Especialmente emotiva foi a entrega do solidéu ao sucessor de Francisco em Buenos Aires, Mario Poli.

Um colégio menos eurocentrista

Com as designações, o papa argentino modifica, sem chegar a iniciar uma revolução, o equilíbrio interno do colégio cardinalício, órgão mais importante da Igreja, ao torá-lo menos eurocentrista.

 Os europeus continuam como a maioria no colégio de cardeais, com 61 eleitores, mas a América Latina conta agora com 19, cinco deles do Brasil, e a América do Norte com 15.

 África e Ásia contarão cada uma com 13 cardeais com direito a voto e a Oceania com apenas um.

Com as novas criações, o número de membros do Sagrado Colégio chega a 218, dos quais 122 são "eleitores" no caso de conclave.

 Hoje, domingo, Francisco celebrará a missa na basílica de São Pedro com os novos cardeais, que também são designad
os para uma igreja em Roma.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

MISSA MARCA SETE ANOS DE RECONHECIMENTO PONTIFÍCIO DO ESTATUTO DA COMUNIDADE SHALOM

No dia em que a Igreja celebra a Cátedra de Pedro – hoje dia 22 de fevereiro – o Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Salvador, Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, celebra uma Missa em ação de graças pelos sete anos de reconhecimento pontifício do Estatuto da Comunidade Católica Shalom. A Celebração Eucarística será na sede da Shalom (Rua Adelaide Fernandes da Costa, nº 570, Costa Azul), a partir das 19h. Na ocasião, a comunidade aproveita para se despedir do Cardeal que, no mês de março, passará a morar em Londrina, no Paraná.

FONTE: http://www.arquidiocesesalvador.org.br/noticias/missa-marca-sete-anos-de-reconhecimento-pontificio-da-shalom